Vôos atrasados nos aeroportos do País diminuem em 20%

O ritmo de atrasos de vôos nos aeroportos do País caiu para menos de 20% dos vôos programados até o final da tarde desta quinta-feira, 16, segundo dados da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra 68 aeroportos do País. Dos 1.148 vôos previstos para até 18h30, 219 foram afetados por atrasos superiores a 15 minutos, ou seja, 19,1% do total. O número é inferior em relação aos últimos dias desta semana, quando a média até este horário chegou a 30%. Os atrasos nos aeroportos estão relacionados à falta de controladores de vôo em Brasília. Na última terça-feira, dia 14, o comando da Aeronáutica decidiu convocar os quase 150 controladores e manteve durante 36 horas cerca de 70 aquartelados, com a intenção de amenizar confusões por causa de atrasos no feriado da Proclamação da República. Ainda assim, 35,5% dos vôos tiveram atraso e provocaram novas filas nos aeroportos das principais capitais brasileiras. A medida emergencial de aquartelamento, pois os militares podem ser presos se não responderem ao chamado, já tinha sido utilizada no final do feriado prolongado de Finados, de 2 de novembro, para evitar a repetição de cenas de tumulto e nervosismo dos passageiros nos balcões de "check in" das companhias aéreas. A estratégia do aquartelamento acabou sendo encerrada às 18h30 de quarta-feira, sob a justificativa de que os aeroportos estavam em relativa normalidade. Foram mantidos na sede do Centro de Controle Aéreo (Cindacta 1) em Brasília apenas os 30 homens que já estavam de plantão para trabalhar no monitoramento de tráfego aéreo e os demais foram dispensados, mas mantidos em estado de alerta. Nos bastidores, a explicação para o fim da medida foi o mal-estar provocado entre os controladores e também na cúpula do governo federal que temeu reflexos políticos negativos. Ao longo do feriado, parentes dos controladores chegaram a manifestar anonimamente seu descontentamento com a medida extrema.

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