Voos começam a ser retomados no país após caos por vulcão

As companhias aéreas começaram a retomar no início da noite de sexta-feira os voos para o Sul do país e para parte da América do Sul, já que a nuvem de cinzas expelida pelo vulcão chileno Puyehue estava se dissipando.

REUTERS

10 de junho de 2011 | 19h37

Segundo boletim do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) da Força Aérea Brasileira, a nuvem se deslocava a uma velocidade média de 80 quilômetros por hora e "deve estar totalmente sobre o mar depois de 23h".

A Gol disse ter retomado pousos e decolagens em Chapecó, Florianópolis, Navegantes e Joinville, em Santa Catarina, e Caxias do Sul e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, assim como para Montevidéu (Uruguai) e os aeroportos Ezeiza e Aeroparque, em Buenos Aires (Argentina).

A companhia disse que "tem acompanhado em tempo real o movimento da nuvem de cinzas expelidas pelo vulcão chileno Puyehue e que, pelos últimos prognósticos, encontrou condições de realizar os voos para esses destinos com segurança".

A TAM, por sua vez, informou que voltou a operar para Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC) e para Buenos Aires, mas que continuavam suspensos seus voos de e para Montevidéu, sem previsão de restabelecimento da rota.

"Essas medidas são necessárias para garantir a segurança de clientes e tripulantes", afirmou a TAM em nota. "A empresa está avaliando constantemente as condições de voo nestas rotas e, caso haja riscos, poderá voltar a suspender a operação."

Azul e Webjet também confirmaram a retomada dos voos a partir das 18h para o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Em todo o país, 375 das 2.314 partidas programadas até 19h para destinos dentro e fora do Brasil foram canceladas, de acordo com informações da Infraero, a estatal que gerencia os aeroportos do país.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu nota recomendando aos usuários que tiverem de viajar para a região Sul, assim como Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai, para que consultassem as companhias aéreas antes de irem aos aeroportos.

O vulcão Puyehue, adormecido há décadas, entrou em erupção no centro-sul do Chile na semana passada, o que provocou uma nuvem de cinzas sobre os Andes que tem atrapalhado o tráfego aéreo na América do Sul há dias.

Não é a primeira vez que cinzas vulcânicas provocam caos no espaço aéreo e impedem milhares de pessoas de viajar.

Em maio, a nova erupção do Grimsvotn, o vulcão mais ativo da Islândia, lançou uma enorme coluna de fumaça e cinzas, prejudicando algumas operações em parte da Europa.

O impacto, porém, foi menor do que outro vulcão mais ao sul da Islândia que entrou em erupção no ano passado e que fechou o espaço aéreo europeu por seis dias devido ao medo de que as partículas vulcânicas entrassem nos motores e causassem acidentes.

Na sexta-feira, a ação da TAM recuou 2,78 por cento, a 32,16 reais, enquanto o papel da Gol registrou queda de 1,26 por cento, a 18,85 reais. O Ibovespa, que reúne as principais ações brasileiras, caiu 1,22 por cento.

(Por Eduardo Simões e Bruno Marfinati)

Tudo o que sabemos sobre:
AEREASVULCAONUVEM*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.