Votos dos cariocas serão decisivos para os dois candidatos

O Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País, será decisivo no segundo turno da disputa presidencial, por causa dos 31,48% de votos fluminenses em Marina Silva (PV), agora disputados pela petista Dilma Rousseff e pelo tucano José Serra . Dilma conta com o governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) não apenas para atuar como seu principal cabo eleitoral no Estado, mas também para disseminar pelo País a promessa da candidata de replicar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), iniciativa bem sucedida do governo do Rio.

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2010 | 00h00

No caso de José Serra, a expectativa é de apoio e engajamento do candidato derrotado ao governo Fernando Gabeira (PV), que teve apoio duplo de Marina e do tucano no primeiro turno. Como em outras disputas, o Rio garantiu boa votação aos candidatos a presidente que não figuravam entre os favoritos. Em 2006, foi Heloísa Helena (PSOL) quem ganhou a simpatia de boa parte do eleitorado fluminense, chegando a 17,1% dos votos no Estado (na votação nacional, teve apenas 6,8%).

Dilma pretende, se eleita, fazer do Rio uma vitrine de sua administração e terá em Cabral um de seus principais aliados no Sudeste.

Independente do resultado da disputa presidencial, Cabral tentará, nos próximos quatro anos, ampliar a visibilidade no plano nacional e ganhar espaço no PMDB. O governador reaproximou-se do comando do partido, em especial do candidato a vice de Dilma, Michel Temer. Acomodado entre os líderes peemedebistas, Cabral, no caso de vitória de Dilma, se torna uma das opções do partido para disputar a vice-Presidência da República em 2014, se for mantida a aliança PT-PMDB.

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