Leonardo Soares / AE
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'Vou romper contratos de pedágio', diz Russomanno

Na TV Estadão, candidato do PP ao governo afirma que 'pagará multa' para[br]interromper acordo com concessionárias que administram rodovias de SP

Jair Stangler ESTADÃO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato do PP a governador de São Paulo, Celso Russomanno, ameaça acabar com os contratos das empresas que administram as rodovias do Estado. "Vou romper o contrato com as empresas que estão cobrando pedágio hoje em São Paulo", disse em sabatina na TV Estadão. "E vou pagar multa."

Ele negou ser herdeiro político do deputado federal Paulo Maluf, que é presidente do PP em São Paulo. "Tenho luz própria", argumentou, demonstrando incômodo por ter de responder às questões sobre a relação com Maluf, que teve sua candidatura à reeleição à Câmara barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

"A Constituição é muito clara. Ninguém é condenado enquanto cabem recursos. Mas isso aí é o Judiciário que tem de responder, até para eu parar de ter de responder", disse.

Russomanno afirmou, por outro lado, que a Lei da Ficha Limpa deveria ser até mais dura.

Embora negue partilhar de uma estratégia semelhante à do candidato do PT, Aloizio Mercadante, Russomanno não poupou críticas às gestões tucanas no Estado. Citou o Metrô - "500 metros de Metrô por ano, 8 km de Metrô por 16 anos é brincadeira" - e garantiu que vai fiscalizar os contratos das empresas de ônibus municipais com as prefeituras. "É da prefeitura? É. Mas o Estado pode fiscalizar. E eu vou fiscalizar. Vou multar o município com multas pesadas até resolver o problema do transporte coletivo."

Russomanno também quer mais segurança nas escolas públicas e prometeu recontratar policiais na reserva para fazer patrulha nas escolas. "O Rio Grande do Sul fez isso e acabou com a droga na escola."

O candidato falou ainda sobre o problema dos precatórios em São Paulo, dizendo que "o candidato do governo mente descaradamente" quando diz que o Estado não tem mais dívidas.

"A pessoa que acionou o Estado, que ganhou ação, não recebe", afirmou Russomanno, estimando que o passivo seja de R$ 20 bilhões.

Ele promete que vai pagar os precatórios. "Tem uma quantidade imensa de empresários devendo ICMS. Só que vai rolando e cai nos perdidos. O Fórum de Execuções de São Paulo não tem condições de cobrar."

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