Wright era um ''garotão'' que venceu o mercado

Sua geração teve por meta chegar ao primeiro R$ 1 mi antes dos 30 anos

David Friedlander e Edison Veiga, O Estadao de S.Paulo

24 de maio de 2009 | 00h00

Roger Ian Wright, 56 anos, pertenceu a uma geração de garotões que tomou conta do mercado financeiro entre os anos 80 e 90, com a ambição pessoal de ganhar o primeiro US$ 1 milhão antes dos 30 anos de idade. Criou fama e fortuna no Garantia, o primeiro grande banco de investimentos do Brasil. Considerado uma das principais revelações do financista Jorge Paulo Lemann, ele logo montou a própria empresa, que hoje se chama Arsenal, uma consultoria de negócios.Anos atrás, juntou a empresa de energia Cemig, o Banco Pactual e a empreiteira Andrade Gutierrez no consórcio que comprou a Light, operadora de energia do Rio de Janeiro, dos franceses da EDF. No momento, a Arsenal assessorava na reestruturação do frigorífico Independência, um dos maiores do País, que está em processo de recuperação judicial.Era, também, o banqueiro particular de alguns empresários importantes. Ambicioso e ousado nos negócios, era querido na praça financeira. Quando se casou pela segunda vez - a primeira mulher, Barbara Cecilia Luchsinger Wright, morreu no acidente com o avião Fokker 100 da TAM, em 1996 - fez uma grande festa, na qual compareceu a nata financeira do País. "Ele foi meu chefe durante muito tempo no Garantia. Ajudou muito na minha carreira e tornou-se um amigo muito querido", afirma Antônio Quintela, presidente do banco Credit Suisse no Brasil.Wright ainda mantinha uma paixão pela arte que nem todos conheciam, embora Felipe, filho do primeiro casamento, fosse sócio do site Latinart, que vende obras de arte pela internet. "A coleção de Wright tem mais de 500 obras de pop art brasileiro dos anos 80", conta o arquiteto e decorador Jorge Elias, amigo da família. Felipe, aliás, era um apurado colecionador de telas de Antonio Dias e Cláudio Tozzi. "Há quatro meses ficou pronta uma casa de Roger em Búzios, com um conjunto especial de salas para abrigar quadros." Elias conta também que costumava encontrar-se com o empresário frequentemente, seja em São Paulo - ele morava no Morumbi, na zona sul da capital -, seja em Trancoso - onde costumava receber os amigos na casa de veraneio. "Quando ele se mudou para São Paulo, há 15 anos, fui um de seus primeiros amigos por aqui." O genro, o arquiteto Rodrigo Faro - casado com Verônica, também arquiteta e dona do Pics, espaço infantil no Shopping Iguatemi - era o que o meio define como um "administrador de projetos". Ele fazia a ponte entre proprietários e escritórios de arquitetura em obras de alto padrão. Na parte de criação, ambos assinaram o interior do Banco Geração Futuro, na Avenida Paulista.LIGHTA Assessoria de Imprensa da companhia Light, do Rio, confirmou no fim da manhã de ontem que a filha, o genro e o neto de 6 meses do presidente da companhia, José Luiz Alqueres, estavam a bordo do avião bimotor. Não foram dados mais detalhes. A publicitária Heloísa Alquéres Vaz Wright, o empresário Felipe Wright e o filho deles de 6 meses, Francisco Alqueres Vaz Wright, iriam passar o fim de semana no Terravista.

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