Xixi na rua: uma batalha perdida em Olinda

A prefeita de Olinda, Luciana Santos (PC do B), afirmou nesta segunda-feira, 19, ter conseguido superar dois problemas no carnaval da cidade, considerada patrimônio da humanidade. "A cada ano a gente identifica um problema e se mobiliza para enfrentar", disse ela, em entrevista na sede da prefeitura, situada no miolo da festa popular. Este ano, a primeira das preocupações é o fim do som eletrônico, que impede o brilho das orquestras de frevo e das agremiações marcadas pela irreverência. Além disso, o comércio ambulante, que disputava o espaço das ruas estreitas com os foliões, também foi reduzido. Segundo Luciana Santos, as garrafas de vidro, antes utilizadas pelos comerciantes, são substituídas pelo plástico e pela lata, para evitar acidentes. O trabalho infantil, outra das preocupações, tem sido combatido com a criação de um espaço, com psicólogos, para atender crianças que catavam lixo ou acompanhavam os pais em algum biscate. O fato de a cidade se tornar um enorme urinol durante o carnaval se deve, segundo à prefeita, à cultura de comportamento do povo do que à falta de sanitários públicos. "São mais de 300 cabines sanitárias espalhadas, mas muitas vezes o folião prefere urinar ao lado de um sanitário do que usá-lo", observou ela, ao frisar que Olinda tem "um carnaval de massa no sítio histórico, feito pela sua população". Mudar isso é tirar a característica do seu carnaval. Diariamente a cidade é lavada no período carnavalesco.

Agencia Estado,

19 Fevereiro 2007 | 17h32

Mais conteúdo sobre:
carnaval carnaval 2007

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.