Zé Celso destrói barreira de Silvio Santos

Desde 1980, quando comprou o terreno no centro de São Paulo onde fica o Teatro Oficina, do diretor José Celso Martinez Corrêa, o Grupo Silvio Santos tenta erguer um muro para separar o teatro de um espaço que hoje serve de estacionamento para vans do Baú da Felicidade. Mas o muro, antes de ser terminado, é colocado no chão por atores e árduos defensores do teatro. Isso ocorre há 27 anos. Na segunda, ao chegar ao Oficina, Zé Celso deparou-se com uma placa de aço de 2,30 metros por 1,5 metro soldada à parede dos fundos do teatro, tombado desde 1983. Contratou então, por R$ 600, o serralheiro que fez o serviço para Silvio Santos, e mais uma vez pôs tudo no chão. Segundo Zé Celso, no projeto original de Lina Bo Bardi, o teatro ligaria as Ruas Jaceguai e Japurá e teria os fundos envidraçado. ?O teatro não tem ar-condicionado, são cúpulas abertas no teto e janelões que garantem a ventilação? diz Zé Celso, que começa a filmar Os Sertões no sábado e já pensa em fazer um documentário sobre o tal muro. O Grupo Silvio Santos pretende construir na Rua Jaceguai o Shopping Bela Vista Festival Center, mas uma liminar impede o início das obras. O Oficina alega que, no processo de tombamento, o entorno do teatro foi ignorado. O Estado tentou contato com o Grupo Silvio Santos, que não foi localizado. Em janeiro de 2005, os dois tentaram um acordo: Zé Celso aceitaria o shopping se Silvio construísse o Teatro de Estádio. O acordo não vingou.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2007 | 09h44

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