Zeitlin tenta explicar maior orçamento do Rodoanel

O secretário de Estado dos Transportes, Michael Paul Zeitlin, participa de uma reunião na Assembléia Legislativa de São Paulo para explicar o aditamento de R$ 236,9 milhões aos R$ 338,9 milhões previstos para a conclusão das obras do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Há acusações de superfaturamento destas obras. O secretário não soube explicar porque o governo pagou preços tão diferentes por terrenos desapropriados na região de Osasco. Em um deles, de 91,8 mil metros quadrados, o preço pago foi de R$ 19,80 o metro; em outro, situado ao lado, cujo tamanho é de 91,4 mil metros quadrados, o valor pago foi de R$ 25,70 o metro quadrado; e, o terceiro, também próximo, de 26,5 mil metros quadrados, o custo foi de R$ 73,55, o metro quadrado. Este último era usado como lixão, segundo o deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP), membro da Comissão de Fiscalização e Controle. O secretário afirmou desconhecer este fato e prometeu apurar as denúncias. "Houve erro, vou admitir o erro", disse Zeitlin. Para o deputado Emídio de Souza, existe uma "indústria de inflar valores" nas desapropriações. "A Dersa avalia um preço; o perito judicial estima um preço maior e é este preço que acaba valendo", afirmou. A reunião conjunta conta com a participação do diretor-presidente da Dersa, Sérgio Luiz Pereira, e de três comissões de deputados: a de Transportes e Comunicações; a de Serviços e Obras Públicas; e a de Fiscalização e Controle. O evento teve início por volta das 10h30 e deve terminar às 16h30.

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