Zeladores vão detectar problemas no centro velho

A região conhecida como centro velho ganha zeladores urbanos a partir de hoje. São 18 pessoas que, uniformizadas e munidas de radiocomunicadores, passarão a percorrer 39 ruas e 8 praças, entre a Sé e os Largos São Bento e São Francisco. Das 6h à meia-noite, todos os dias da semana, caberá ao grupo anotar os problemas que encontrarem nesse trecho - como lixo no chão, iluminação inadequada, calçadas esburacadas e falta de segurança.Os zeladores, que têm idade média entre 25 e 35 anos, vão levar essas demandas para a Central de Atendimento. Funcionando na Rua da Quitanda, a central distribuirá imediatamente a pendência para o órgão público competente. Caso haja problemas envolvendo moradores de rua, será acionada a Secretaria de Assistência Social.Chamado de Aliança pelo Centro Histórico, o projeto é uma parceria entre a Associação Viva o Centro, 19 ações locais, Prefeitura, Estado e iniciativa privada. Na avaliação de Marco Antonio Ramos de Almeida, superintendente do Viva o Centro, as demandas apresentadas pelos agentes vão criar pendências que serão cobradas dos órgãos públicos.Um dos pontos de sustentação do trabalho é a atuação das ações locais que representam a comunidade. A advogada Nadia Pereira Rego, presidente da Ação Local Sé, afirma que a zeladoria é um pedido que a entidade faz à Prefeitura há dois anos, com o objetivo de agilizar a solução dos problemas na região e acabar com o "empurra-empurra" entre os órgãos públicos. Nadia conta que, por falta desse cuidado, a reforma feita há poucos meses na Praça da Sé já apresenta problemas, como a destruição do jardim. "Além de perceber as necessidades, os zeladores serão um canal direto com o poder público. Atualmente, passo um terço do dia cobrando os órgãos competentes", afirma a advogada.A ideia dos envolvidos na Aliança pelo Centro é que o trabalho feito nesse trecho, que tem 528 mil metros quadrados de área e representa 2% do centro, possa ser expandido para outras regiões. Os zeladores urbanos ou olheiros passaram por um treinamento de dois meses. A escolaridade média é segundo grau. Cada um deles vai receber um salário de R$ 750, além de benefícios. Mais informações sobre o trabalho podem ser obtidas pelo telefone 3556-8950.

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