Zoo de Goiânia reabre com apresentação da Orquestra Sinfônica

Foi preciso, também, construir hospital e enfermaria veterinárias, mais a área de quarentena para os animais

Rubens Santos, Especial para o Estado de S. Paulo

05 Maio 2012 | 07h00

GOIÂNIA - Mais bonito, moderno e arejado, o Zoológico de Goiânia será reaberto, neste sábado, 5, ao som da Orquestra Sinfônica, em concerto especial. O concerto especial começa às 18 horas. No domingo, 6, o público poderá assistir ao show da Galinha Pintadinha, às 17 horas. As apresentações serão realizadas na Praça General Joaquim Xavier Curado, para não estressar os animais.

Após 34 meses fechado, e R$ 4 milhões de investimentos, o Zoo reabre com 522 animais de 154 espécies numa área de 285 metros quadrados. E novas atrações como tamanduás-bandeira e lobos-guará, típicos da região. Outras estrelas são camelos e lhamas, os felinos, as aves e os macacos e bichos-preguiça ganharam uma área tropical.

Cercado por ruas movimentadas, e um dos maiores calçadões da cidade, o Zoológico tem jardins, áreas de lazer, espelhos d'água, gramados.

Lago das Rosas. Para ficar mais bonito, foi integrada ao Lago das Rosas, o parque mais antigo da cidade. Criado nos anos 1940, o lago é formado pelo represamento de nascentes de um córrego. E abriga, além de um jardim com estilo art decó, caminhos e espaços de lazer. O Zoo nasceu em 1946.

"O nosso desejo era ter entregue esse espaço à população goiana há mais tempo", justificou hoje a demora, o prefeito Paulo Garcia (PT). "Mas foi preciso usar de muita cautela porque, além da restauração do zoológico, reconstruímos galerias pluviais e diversas áreas vizinhas que poderiam comprometer todo o nosso trabalho", disse.

O zoo foi interditado, no mês de julho de 2009 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), porque se tornou, na época, uma efetiva ameaça à vida dos animais.

Stress e Hábitat. Entre 2009 e 2011 morreram 240 animais por velhice, stress, doenças ou tratamento inadequado. Agora, e após a descoberta das mortes sequenciais, a reabertura do Zoo para visitação será precedida de precauções. Por não serem visitados há quase três anos, os animais podem apresentar sinais de stress como agitação, ansiedade e irritabilidade. Por isso, as visitas serão monitoradas e previamente agendadas para grupos de estudantes.

Para Rafael Cupertino, diretor do Zoo de Goiânia, as mudanças aconteceram dentro e fora do zoológico. A principal delas, acredita, foi no habitat dos animais, onde trocou-se, por exemplo, grades de ferro por vidro temperado. E acrescentou conforto térmico por meio de viveiros de imersão, construídos junto à habitação.

Foi preciso, também, construir hospital e enfermaria veterinárias, mais a área de quarentena para os animais, e área para preparação de refeições: "Para a preservação dos animais era preciso uma obra gigantesca", justificou o prefeito Paulo Garcia.

Mas, o que chama atenção dos visitantes é a integração dos animais à natureza, e uma vista do perfil da cidade. É que o zoo está implantado no Setor Oeste, bairro nobre da cidade, e dentro de uma área cujo metro quadrado tem muito valor.

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