Zuanazzi defende Anac de acusações em relação a Congonhas

Agência é acusada de entregar norma à Justiça e não seguir determinação sobre pousos no aeroporto de SP

Tânia Monteiro, do Estadão,

22 de agosto de 2007 | 12h58

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, fez um longo desabafo na Comissão de Infra-estrutura do Senado nesta quarta-feira, 22. Ele defendeu o órgão em relação ao documento que foi apresentado à Justiça Federal e que teria embasado a decisão de liberar os vôos no Aeroporto de Congonhas.   Jobim quer maior fiscalização na manutenção das aeronaves  Jobim não aceita pedido das empresas em relação a Congonhas'Fraude' da Anac contribuiu para acidente da TAM, diz juíza  Zuanazzi não explicou a razão do documento estar junto com os demais que foram entregues à Justiça. Segundo ele, a discussão naquele momento era sobre a liberação de três tipos de aviões - Fokker 100 e os Boeings 737-700 e 737-800 e - para pousos. Defendendo a agência de acusações, Zuanazzi lembrou que o avião que explodiu em Congonhas e causou a morte de 199 pessoas, em 17 de julho, foi um Airbus. "Está se criando uma polêmica quando a ação judicial não tinha relação com o avião que se acidentou", disse. Para ele, "não é justo, não é correto" associar a discussão do processo judicial sobre a liberação da pista com o acidente. "Se houve alguma irresponsabilidade nas informações ela é histórica e não pode ser computada à Anac". No seu desabafo, Zuanazzi afirmou também que a Anac "jamais" determinou o aumento na movimentação no Aeroporto de Congonhas. Lembrou que quando a agência foi criada, em março de 2006, Congonhas operava com 48 movimentos por hora. Segundo ele, foi a Anac que reduziu as operações para 44 movimentos por hora, seguindo uma determinação do Departamento de controle do Espaço Aéreo (Decea). Conforme suas informações, no ano de 2000 Congonhas chegou a operar com 50 movimentos por hora.

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