Zuanazzi definiu saída da Anac há 20 dias

A saída de Milton Zuanazzi da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi acertada há 20 dias. Apesar de manter o discurso oficial de que permanecerá na diretoria, ele já foi convencido a deixá-la e disse a amigos que pretende trabalhar como consultor de turismo. Em reunião na noite de ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, indicou a economista Solange Paiva Vieira para presidir a Anac. Solange é assessora especial de Jobim e já foi secretária de Previdência Complementar no governo Fernando Henrique Cardoso. Auxiliar de confiança do ministro, foi cogitada, inicialmente, para ocupar a Secretaria de Aviação Civil. Diante da dificuldade em encontrar um substituto para Zuanazzi, no entanto, Jobim decidiu indicá-la para o comando da Anac e aguarda aval de Lula. O acerto prevê que Zuanazzi só renuncie à presidência da agência após a nomeação de três diretores. Afilhado político dos ministros Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff (Casa Civil), o atual presidente da Anac tem mandato até 2011. Desde que Jobim assumiu a Defesa, em julho - após a tragédia com o avião da TAM - , três dos cinco diretores da Anac já caíram, sob intensa pressão do governo: Denise Abreu, Jorge Luiz Velozo e Leur Lomanto. O próximo da lista será Josef Barat. Até agora, não há substitutos para as cadeiras vagas de Denise Abreu e de Lomanto. O brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho já foi escolhido para o lugar de Jorge Velozo e só espera a sabatina do Senado para ser efetivado no cargo.

Vera Rosa, Tânia Monteiro e Ana Paula Scinocca, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2020 | 00h00

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