Polícia Civil
Polícia Civil

9 meses depois, fuzis apreendidos no Galeão não foram usados pela polícia

Exército autorizou que a Civil utilize 15 das 60 armas encontradas no aeroporto, mas é necessária autorização judicial

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

05 Março 2018 | 22h45

RIO - Mais de nove meses após a apreensão de 60 fuzis novos no Aeroporto do Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro, nenhuma das armas chegou à Polícia Civil, que pretende usar os fuzis durante o trabalho. Os policiais só podem utilizar essas armas depois de autorização da Justiça Federal, que consulta o Exército. Os militares já se manifestaram favoravelmente à doação de 15 daqueles fuzis, todos do modelo AR-10, que é compatível com o uso feito pela Polícia Civil. Mas ainda é necessária a autorização judicial.

+++ Brasil pede aos EUA extradição de homem apontado como maior traficante de armas do País

As armas foram apreendidas em 1º de junho, e logo depois a Polícia Civil manifestou a intenção de usá-las. Os fuzis foram enviados de Miami para o Rio de Janeiro escondidos no interior falso de aquecedores para piscinas, dentro de um contêiner. Segundo a polícia, o responsável pelo envio foi o brasileiro Frederik Barbieri, que morava em Miami e foi preso em 23 de fevereiro. Como tem cidadania americana, ele não será extraditado, mas terá que responder a processo nos Estados Unidos, porque também cometeu crime naquele país.

+++ Polícia Federal prende grupo acusado do tráfico de 60 fuzis no Galeão

No Brasil, cada um dos 60 fuzis apreendidos no Galeão em junho vale R$ 70 mil. Por restrições técnicas, as 45 unidades do modelos AK-47 não podem ser usados pela Polícia Civil. Mas as armas de modelo AR-10 serão entregues à Polícia Civil caso haja autorização judicial.

+++ Polícia apreende 60 fuzis no Galeão; carga havia sido despachada de Miami

Até 2016, todas as armas apreendidas no Brasil precisavam ser destruídas - nenhuma podia ser utilizada pelas forças públicas de segurança. A situação mudou por causa do Decreto 8.938, de 21 de dezembro de 2016. Pela nova regra, a arma pode ser usada, desde que atendidos três requisitos (necessidade de destinação do armamento, obediência ao padrão e dotação do órgão que passará a usar a arma e respeito aos critérios de prioridade estabelecidos pelo Ministério da Justiça) e o Exército não se oponha, em laudo produzido pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados. Só depois a Justiça se pronuncia, autorizando ou não o uso. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.