Acusado de matar menina achada em mala é baleado após apanhar de moradores e resistir à prisão

Acusado de matar menina achada em mala é baleado após apanhar de moradores e resistir à prisão

Segundo a polícia, há mandado de prisão pendente contra Sandro Luiz Alves Portilho, de 42 anos, por homicídio qualificado; o corpo de Thifany Nascimento de Almeida foi encontrado nesta terça-feira

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2017 | 12h22

RIO - Acusado de matar a menina Thifany Nascimento de Almeida, de 11 anos, Sandro Luiz Alves Portilho, de 42 anos, foi baleado pela polícia na noite de terça-feira, 17, após ser espancado por moradores e resistir à prisão. O corpo da garota, que foi levada no domingo de uma praça na comunidade de Amarelinho, em Irajá, na zona norte, foi encontrado dentro de uma mala, em um lixão.

De acordo com informações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), existia um mandado de prisão pendente contra ele, por uma condenação por homicídio qualificado em Juiz de Fora. Portilho estava foragido desde 2012. Na casa dele, em Acari, foi  apreendida uma motocicleta que teria sido utilizada no dia do sequestro da criança. O veículo era roubado. Na casa, foram encontrados também documentos com uma identidade falsa.

Segundo testemunhas, Thifany estava brincando com uma amiga de 8 anos na praça onde o pai mantém um quiosque. O pai se ausentou e, nesse momento, um homem abordou a criança e a chamou para subir na garupa da moto, prometendo que lhe daria um cachorro. A menina não foi mais vista. Portilho também teria relação com o tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, investigações mostraram que duas vezes por semana ele realizava depósitos em dinheiro para a organização criminosa.

O corpo de Thifany estava num carro parado num terreno baldio na Rua Canudos, em Acari. Na DDPA, quando soube da localização da menina, na noite desta terça, Portilho tentou fugir. Tentou tomar a arma de fogo de uma policial e depois quebrou divisórias e cadeiras da delegacia, enquanto dizia que iria se matar. Durante a tentativa de fuga, o acusado foi atingido por três tiros e contido. Ele então foi levado para o Hospital Miguel Couto. Seu quadro de saúde é estável. Ele já havia apanhado de populares, quando se levantou a suspeita de que seria o autor do crime contra Thifany, e estava bastante ensanguentado.

O corpo de Thifany ainda seria examinado para constatar se houve violência sexual e também para definir a causa da morte. O desaparecimento dela havia mobilizado as redes sociais. Um cartaz com uma foto da criança foi divulgado com um pedido de informações sobre seu paradeiro.

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