Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Acusado de matar mulher na Barra da Tijuca se entrega à polícia

Paulo Maurício Barros Pereira é primo do ex-marido da vítima, que teria planejado o crime

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2018 | 00h05

RIO - O homem acusado de matar a corretora de imóveis Karina Garofalo Pereira, de 44 anos, na última quarta-feira, 15, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), se entregou à polícia na noite desta terça-feira, 21. Paulo Maurício Barros Pereira é primo do ex-marido de Karina, Pedro Paulo Barros Pereira Júnior, de 47 anos, que teria planejado o crime. 

Paulo Maurício e Pedro Paulo estavam foragidos desde quinta-feira, 16, quando tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. O ex-marido continua foragido. Paulo Maurício estava em Volta Redonda, no sul fluminense, e se entregou à polícia em uma rodovia, após fazer contato com a 95ª DP (Vassouras). Na noite desta terça ele estava sendo conduzido à Delegacia de Homicídios do Rio.

O crime. Karina estava voltando para casa, na Barra da Tijuca, após almoçar em um shopping, e caminhava ao lado do filho de 13 anos, por volta das 14 horas, quando um homem encapuzado surgiu armado, disparou contra a mulher e fugiu. O filho testemunhou o crime. A Delegacia de Homicídios do Rio elucidou o crime com imagens de câmeras de segurança das imediações e do shopping onde os acusados estiveram, seguindo a mulher antes de cometer o crime.

Segundo a polícia, Pedro Paulo e Karina, que são pais do adolescente de 13 anos, tiveram uma separação litigiosa e disputavam na Justiça um patrimônio de R$ 3 milhões. Além disso, conforme a investigação, o ex-marido tinha ciúmes de Karina, que estava namorando e há quatro meses morava com o novo companheiro.

“A felicidade da mulher pode ter provocado ira no ex-marido. O crime guarda todos os qualificadores de um feminicídio, e as investigações apontam pelo menos para um homicídio triplamente qualificado, por ser mulher, motivo torpe e sem possibilidade de defesa”, afirmou à imprensa na semana passada o delegado André Barbosa, da Delegacia de Homicídios do Rio. Segundo ele, embora o casal tenha tido intensas discussões recentemente, as desavenças nunca haviam chegado à polícia.

Pedro Paulo combinou o crime com o primo, e juntos aguardaram a vítima se aproximar do prédio em que morava, na Avenida Malibu. Segundo a polícia, Paulo Maurício se aproximou de Karina a pé, encapuzado. Atirou quatro vezes, entrou em um Renault Logan preto e fugiu. A mulher morreu na hora.  A arma, com um silenciador, foi abandonada dentro de uma sacola, em um terreno baldio próximo do local do crime, e localizada no dia seguinte ao crime.

 

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