Polícia Civil/AFP
Polícia Civil/AFP

Acusados de matar Marielle são transferidos para presídio federal

Os réus Élcio Queiroz e Ronnie Lessa foram levados na quinta-feira, 28, para o presídio federal de Mossoró (RN)

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2019 | 20h43

RIO - Presos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o ex-policial militar Élcio Queiroz e o PM reformado Ronnie Lessa foram transferidos na quinta-feira, 28, do presídio de Bangu 1, no complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, para o presídio federal de Mossoró (RN). A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 29, pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) do Rio.

Marielle foi morta a tiros em 14 de março de 2018, no Estácio, região central do Rio. Queiroz e Lessa foram presos preventivamente no dia 12 de março, quase um ano após o ataque, e desde então continuam reclusos. O Ministério Público do Rio apresentou denúncia contra os dois por duplo homicídio triplamente qualificado, que foi aceita pela Justiça no dia 15 de março.

Na decisão que acatou a denúncia, o juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri do Rio, autorizou "em caráter urgente e provisório" a transferência dos acusados para uma penitenciária federal de segurança máxima. A unidade prisional foi definida pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

No Brasil, há cinco penitenciárias administradas pelo governo federal, cada uma com 208 vagas, para onde são transferidos principalmente líderes de facções criminosas. Além de Mossoró, as outras unidades ficam em Brasília, Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Com regras mais rígidas do que no sistema estadual, cada preso fica isolado em uma cela e tem direito a 2 horas de banho de sol por dia. 

Mossoró também foi o destino do ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, transferido para o sistema federal em junho de 2018. Ele foi apontado por uma testemunha como um dos responsáveis pelo assassinato de Marielle. Ele nega a acusação.

Na época, a defesa de Curicica classificou a transferência como "irregular", uma vez que estava preso por porte ilegal de arma e não era indiciado pela morte da vereadora e do motorista. Para o advogado, seria uma estratégia para "pressionar" o ex-PM a confessar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.