Adolescente cega reconhece voz de homem que a estuprou

Crime aconteceu em 18 de março no Instituto Benjamin Constant, destinado a deficientes visuais; segundo a polícia, preso confessou

Wilson Tosta e Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2015 | 13h49

Atualizada às 19h08
RIO - Uma adolescente cega de 16 anos, estuprada no dia 18 de março, reconheceu pela voz o homem que a teria atacado. O crime aconteceu dentro do Instituto Benjamin Constant, instituição do governo federal dirigida ao atendimento de deficientes visuais, com sede na Urca (zona sul do Rio).
O acusado pelo crime é Cláudio Luiz Martins Benino, de 45 anos, preso na madrugada desta terça-feira, 7, por policiais civis da 10ª Delegacia de Polícia, em Botafogo (zona sul). Ele teria entrado no Instituto Benjamin Constant misturado aos deficientes visuais. A polícia o identificou após analisar imagens de câmera de segurança do local, que registraram
até mesmo o momento em que Benino sai de um carro nas imediações do instituto.
Os policiais localizaram o acusado com base nos dados sobre o carro. A Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de prisão preventiva, por suspeita do crime de estupro de vulnerável. A ordem de prisão pelo plantão judiciário, e em seguida os policiais detiveram Benino e gravaram um vídeo em que ele confessa o crime.
Ao ouvir a voz do suspeito, a vítima afirmou tê-la reconhecido como sendo do autor do estupro. A Polícia Civil investiga se Benino já havia cometido outros crimes.
Referência. Criado pelo imperador  Pedro II em 1854, o Instituto Benjamin Constant é um centro de referência nacional para deficiência visual. Dispõe de uma escola, capacita profissionais, assessora escolas e instituições,
oferece consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado (impressos em braille) e publicações científicas.
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