Reprodução/Facebook
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Adolescente confessa ter matado professor universitário no Rio

Jovem admitiu ser o autor das duas facadas nas costas da vítima; Carlos Patricio Samanez foi abordado na Quinta da Boa Vista

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2016 | 16h51

RIO - Um adolescente de 14 anos se entregou à Polícia Civil do Rio na tarde de quinta-feira, 18, dizendo ter matado o professor peruano Carlos Patricio Samanez, de 62 anos, na Quinta da Boa Vista (zona norte do Rio), na última segunda-feira, 15. O adolescente mora na Mangueira, bairro vizinho à Quinta, e contou aos pais ter cometido o crime. Os pais, então, levaram o rapaz à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que informou a Delegacia de Homicídios da capital (DH), responsável por investigar o caso.

Na DH, segundo o delegado Fábio Cardoso, o adolescente admitiu ter sido o autor das duas facadas nas costas da vítima. Ele não soube dizer, no entanto, onde estão os objetos pessoais que o professor carregava no momento do assassinato e que desapareceram. A DH pediu à Justiça a busca e apreensão cautelar do adolescente, que foi concedida. O adolescente está apreendido e nesta sexta seria encaminhado à 2ª Vara de Infância e Juventude.

A Polícia Civil ainda investiga se o adolescente está falando a verdade ou tenta, por alguma razão, ocultar a autoria do crime, e se alguma outra pessoa participou do assassinato. As circunstâncias do crime ainda não foram esclarecidas.

Samanez morava no Rio desde o início dos anos 1980 e atualmente era professor do Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio e da Faculdade de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Casado e pai de um casal de filhos, morava na Tijuca (zona norte) e saiu na tarde da última segunda-feira para passear com sua cadela. Só o filho estava em casa - a mulher e a filha do professor haviam viajado para o Peru, em férias. 

Como Samanez não voltou para casa nem deu notícias desde as 17 horas de segunda, na manhã de terça o filho passou a procurá-lo em hospitais. Descobriu então que o corpo havia sido localizado pela Polícia Militar em um lago na Quinta da Boa Vista e, sem documentos, foi levado como indigente ao Instituto Médico Legal (IML). A cadela foi encontrada perdida na Quinta, na terça-feira, 16.

 

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