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Menor se entrega e admite envolvimento na morte de ciclista no Rio, afirma polícia

O médico Jaime Gold, de 56 anos, foi esfaqueado quando pedalava na Lagoa; adolescente contou que estava com garoto de 15 anos e inocentou primeiro rapaz preso, que sempre negou participação

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 20h04

Atualizada às 23h00

RIO - Um adolescente de 16 anos se entregou à Polícia Civil na madrugada desta terça-feira, 2, afirmando ter participado do assassinato ao médico Jaime Gold, de 56 anos, esfaqueado enquanto passeava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, na noite de 19 de maio. 

A vítima teve a bicicleta roubada por dois ladrões. Foi ferida mesmo sem reagir e morreu no hospital, na madrugada do dia 20.

O menor, que já tem 20 passagens pela polícia, chegou à 25ª Delegacia (Engenho Novo, zona norte) à 1 hora, acompanhado por parentes, e contou que participou do crime acompanhado pelo adolescente de 15 anos apreendido na última quarta-feira em Vilar dos Teles, distrito de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Ele inocentou o primeiro adolescente acusado pelo crime, apreendido em 21 de maio e que continua detido. Este sempre negou ter participado do assalto, mas foi reconhecido por uma testemunha e acusado pelo segundo detido.

A Divisão de Homicídios do Rio havia dado o caso por encerrado com a prisão do segundo adolescente, no dia 27. Na noite desta terça, o delegado adjunto Giniton Lages concedeu entrevista coletiva em que admitiu a surpresa pelo surgimento de mais um envolvido no crime e afirmou que será feita uma acareação entre os três adolescentes. 

Antes da prisão do primeiro adolescente, a única testemunha do episódio afirmara, em depoimento, que um ladrão era branco e outro, negro. Os dois primeiros adolescentes detidos são negros. A polícia não divulgou a cor da pele do terceiro.

Na noite desta terça, o adolescente prestou depoimento ao promotor Renato Lisboa, no Fórum de Olaria (zona norte). Até as 23h, não havia detalhes sobre a versão contada por ele.

O primeiro adolescente, detido na favela de Manguinhos (zona norte), onde mora, sempre afirmou, por intermédio de seu advogado, que estava em casa na noite em que ocorreu o crime. Ele está apreendido provisoriamente, por ordem judicial, após ser acusado pelo latrocínio (assalto seguido de morte).


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