Advogada suspeita de matar o pai deve se apresentar hoje

O empresário Arthur Motta Filho, de 50 anos, foi morto a tiros em Porto Real, no sul do Estado do Rio

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

25 de março de 2010 | 02h48

Desaparecida desde o final da madrugada de quarta-feira, 24, a advogada Marina Silva Motta, de 25 anos, deve se entregar ainda nesta quinta-feira, 25, à polícia de Porto Real, no Vale do Paraíba fluminense, no sul do estado do Rio.

 

A advogada é a principal suspeita pela morte do pai, o empresário Arthur Motta Filho, de 50 anos, morto a tiros por volta das 4 horas na casa da ex-mulher, Denise Cristina Bassoli, 47, na Avenida Dom Pedro II, no centro do município. Na casa vivem a ex-mulher e três filhas do empresário.

 

Denise disse que Arthur estava armado com um revólver calibre 32. De acordo com o depoimento de Denise, a filha desarmou o pai, que já tinha disparado contra a ex-mulher, atingida de raspão, e depois atirou três vezes, baleando por duas vezes o empresário nas costas.

 

A ex-mulher de Arthur Motta Filho afirmou ao delegado Jorge Campos, titular da 100ª Delegacia, que o ex-marido sempre foi violento, e que, por volta das 4 horas, chegou à residência e tentou arrombar a porta. Segundo a polícia, Arthur seria viciado em crack e tinha várias passagens pela polícia por agressão.

 

Caso se entregue espontaneamente, a advogada, que foi indiciada por homicídio e não pode mais ser autuada em flagrante, responderá à justiça em liberdade. Ela deve se apresentar ao lado do advogado, mas, caso não se entregue nos próximos dias, Marina poderá ter a prisão temporária decretada pela justiça a pedido da polícia e aí pode ser considerada foragida.

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