Wilton Junior/Estadão
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Advogado diz que suspeito de estupro se apresentará à polícia

Segundo defesa, adolescente não quis acompanhar Lucas Perdomo Duarte Santos e seu amigo Raí de Souza na noite do crime

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2016 | 12h55

RIO - O advogado do jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, um dos seis suspeitos de envolvimento no caso de estupro coletivo de uma jovem de 16 anos que tiveram prisão decretada pela Justiça, disse que seu cliente se apresentará aos policiais da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) nesta segunda-feira, 30 .

"Mesmo que ele fique preso, irá à delegacia. A gente sabe que ele está falando a verdade, vou estudar o pedido de prisão para apresentar as medidas cabíveis", afirmou Eduardo Antunes.

O advogado analisa se pedirá habeas corpus ou revogação da prisão, já que o crime de estupro de vulnerável é inafiançável, ou seja, o suspeito não pode ser solto mediante pagamento de fiança.

Lucas é jogador do Boavista, time de Saquarema, na Região dos Lagos.

Antunes reiterou a versão de Lucas sobre o que aconteceu na madrugada de 21 de maio, um sábado, no local conhecido como Morro da Barão, na zona oeste, onde aconteceu o crime.

A jovem de 16 anos disse em depoimento à polícia que foi ao encontro de Lucas na comunidade e que só se lembra de ter acordado no dia seguinte, domingo, 22, em uma casa desconhecida, cercada de homens armados que a estupraram.

O advogado de Lucas sustenta que o jogador, naquela noite, teve relações com outra garota e que o amigo Raí de Souza ficou com a jovem que diz ter sido estuprada. Segundo o jogador, a jovem não quis acompanhá-los quando eles foram embora e ficou na casa. Lucas diz não saber o que aconteceu depois. 

O jogador e o amigo Raí prestaram depoimento na sexta-feira, 27, ao titular da Delegacia  de Repressão a Crimes de Informática (DCRI), Alessandro Thiers, que inicialmente investigava o caso. O processo foi desmembrado e agora o crime de estupro é investigado pela DCAV, comandada pela delegada Cristiana Onorato Bento.

Thiers está encarregado apenas da investigação da publicação de imagens  da jovem, desacordada e nua, deitada em uma cama, depois do estupro. As imagens fora publicadas nas redes sociais na terça-feira, 24, e compartilhadas nos dias seguintes. As imagens revoltaram internautas, que fizeram denúncia ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, 27, Thiers disse que não havia elementos para pedir a prisão preventiva de envolvidos no caso. 

"Lucas está revoltado e desesperado com essa situação. Ele quer se apresentar à polícia e explicar tudo o que aconteceu, já se disponibilizou inclusive a fazer teste de DNA, vamos provar que não há vestígio de Lucas na jovem. Ele não encostou nela naquele dia", disse o advogado.

Segundo Antunes, Lucas já "ficou há muito tempo" com a jovem violentada.

 

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