Advogado é morto ao fugir de sequestro relâmpago no Rio

Bolivar Souza da Silva levou um tiro na cabeça ao tentar fugir de ladrões que queriam ser levados à sua casa

Mônica Ciarelli, de O Estado de S. Paulo,

18 Julho 2009 | 18h57

O advogado Bolivar Souza da Silva, de 45 anos, foi assassinado neste sábado, 18, com um tiro na cabeça após tentar fugir de um sequestro relâmpago no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Rendido por um grupo de cinco criminosos em seu Honda Civic, Silva foi forçado a seguir para sua residência, onde estavam sua mulher e três filhos.

 

Na tentativa de proteger a família, o advogado enganou os assaltantes, parando o carro no prédio em que um amigo tem uma cobertura fechada, a três quadras de onde realmente morava. Já dentro da garagem, Silva tentou fugir, mas, não conseguiu pular o portão do prédio e foi baleado na cabeça pelos ladrões. O advogado morreu na hora.

 

Os assaltantes fugiram no Honda Civic da vítima, derrubando o portão da garagem do prédio. O carro foi abandonado na Avenida das Américas, na altura do Clube Marapendi, na Barra da Tijuca, também na zona oeste. No local, os ladrões renderam uma mulher, que dirigia um Ford Ka. A vítima foi liberada minutos depois, próximo ao Barra Shopping.

 

O caso de latrocínio está sendo investigado pela 16ª Delegacia de Polícia. Segundo moradores do bairro, está cada vez mais comum na região sequestros relâmpagos em que a vítima é obrigada a levar os bandidos para sua residência. Mas, o bairro do Recreio dos Bandeirantes não é o único alvo dos bandidos.

 

No último dia 16, uma família de cinco pessoas também foi aterrorizada durante quatro horas em Laranjeiras, zona Sul do Rio. O caso começou de forma semelhante ao do advogado assassinado, com duas das vítimas - mãe e filho - sendo abordadas na rua e forçadas a levar os criminosos para sua casa.

 

No apartamento, o marido da vítima e outros dois filhos foram feitos reféns, amarrados com fios de telefone e fitas crepes. Eles ainda foram agredidos com pontapés e coronhadas. Os criminosos deixaram o prédio com um refém, que foi obrigado a dirigir o carro da família. A vítima só foi liberada em outro bairro após os assaltantes transferirem todo o material roubado para um taxi.

 

 

 

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