Aeroportos do Rio de Janeiro vivem dia de caos

Dos 104 vôos previstos para o Aeroporto Tom Jobim, 44 (42,3%) estavam com atrasos de mais de uma hora

Fabiana Cimieri, do Estadão,

23 Julho 2007 | 18h51

Esta segunda-feira, 23, foi mais um dia de caos aéreo para os passageiros que tentavam embarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Dessa vez, a desculpa para os atrasos e cancelamentos que atingiram mais da metade dos vôos previstos era o mau tempo em Congonhas, que fez com que a pista do aeroporto paulista fosse fechada diversas vezes.   Apesar de muitos passageiros mostrarem-se tranqüilos e resignados com a espera, outros se revoltavam com a imprevisibilidade dos vôos e a falta de informações precisas. Um vôo da Gol com destino a Fortaleza chegou a ser remarcado cinco vezes antes de partir. Inicialmente previsto para as 21 horas de domingo, funcionários da companhia confirmaram o vôo para as 22h30 e despacharam as bagagens dos passageiros.   Segundo a bióloga Ana Cecília Castro, de 36 anos, que viajava com o marido, o embarque foi transferido para as 2 horas e depois para as 5 horas. "Disseram que o avião estava no solo, entramos na sala de embarque, onde ficamos por mais de uma hora. Até que vieram nos informar que o vôo seria cancelado por falta de tripulação", disse ela. Houve confusão, passageiros irritados xingaram os funcionários e exigiram providências da companhia, que, segundo Ana Cecília, até o momento não oferecera sequer um copo d'água a eles.   O grupo acabou conseguindo embarcar às 13h30 de ontem, depois de mais duas remarcações. Eles foram na aeronave que levaria para Fortaleza outros passageiros, como o advogado Geraldo Hollanda, 25, que ficou sem previsão de quando viajaria.   A falta de informações também tirou do sério a chilena Patricia Maldonado, que fazia parte de um grupo de 150 chilenos que tiveram o vôo cancelado, sem maiores explicações, ontem à tarde. "Quem responde por isso, não há supervisores para falar conosco. Ninguém dá as caras nesse País, que mesmo sendo tão bonito, eu não pretendo mais voltar", esbravejava ela. Um conterrâneo que embarcaria no mesmo vôo acrescentou que todos estavam se sentindo perdidos, porque nenhum funcionário da companhia Gol ofereceu hospedagem e reembolso de despesas, conforme determina a legislação.   Até mesmo uma simples viagem de negócio se transformou num calvário. O metalúrgico Élvio Brenner, 40, tinha embarque previsto às 6h15 em Porto Alegre, com chegada em Belo Horizonte às 9h30. O vôo da TAM atrasou duas horas na saída da capital gaúcha, fazendo com que Brenner perdesse a conexão para a capital mineira. O próximo vôo seria às 12h50, mas às 15h50 a aeronave ainda não havia chegado ao Rio. "Vou acabar chegando em Minas à noite, isso se chegar", lamentou ele.   Até as 15h desta segunda, dos 104 vôos previstos para o Aeroporto Internacional do Rio, 44 (42,3%) estavam com atrasos de mais de uma hora e 9 (8,6%) haviam sido cancelados. No Aeroporto Santos Dumont, de onde saem a maioria dos vôos da Ponte Aérea para Congonhas, muitos vôos sofreram atrasos e cancelamentos, mas o terminal de embarque permaneceu o dia todo com pouco movimento, já que os vôos com desembarque no aeroporto de Guarulhos saem do Tom Jobim.   Dos 24 vôos que estavam programados para o Santos Dumont até as 13h50, seis estavam atrasados e seis foram cancelados.

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