Rogério Santana/Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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Agentes de institutos de menores infratores entram em greve no Rio

Só serviços essenciais, como alimentação, higiene e assistência médica dos adolescentes, serão mantidos a partir de segunda-feira

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 10h38

RIO - Funcionários do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), que cuidam da custódia de adolescentes infratores, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em assembleia realizada nesta quarta-feira, 10.

Segundo o Sindicato de Servidores do Degase (Sind-Degase), a partir da madrugada da próxima segunda-feira, 15, serão paralisadas todas as atividades dos agentes socioeducativos, sendo mantidas apenas os serviços essenciais, como alimentação, higiene pessoal dos adolescentes e assistência médica quando necessária.

Com a greve, ficam suspensas as transferências de adolescentes de uma unidade para outra, a realização de audiências e as visitas aos internos, entre outras atividades dos servidores nas unidades fechadas. Já nas Unidades de Semiliberdade, a paralisação suspende a liberação e o regresso de adolescentes em atividades externas.

A categoria reivindica a criação de uma Secretaria de Estado para o Atendimento Socioeducativo, a equiparação salarial dos agentes do Degase com agentes penitenciários e o retorno do plano de cargos, carreiras e salários do órgão.

O Sind-Degase também convocou os servidores a realizar piquetes na porta das unidades, além de ato público com passeata na Estrada do Galeão, com concentração às 17h, na segunda-feira, 15, na Praça do Avião, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio.

No Rio, há atualmente cerca de 1.900 jovens, entre 12 e 21 anos, internados, segundo dados do Degase de maio deste ano. O número de adolescentes apreendidos no Estado quadruplicou entre 2007 e 2014, passando de 1.853 apreensões em 2007 para 8.380 em 2014. 

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