FABIO MOTTA/ESTADAO
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Agentes penitenciários do Rio decidem entrar novamente em greve

Categoria havia cruzados os braços por três dias na semana passada, mas encerrou a paralisação após decisão judicial

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2017 | 12h05

RIO - Os servidores do sistema penitenciário do Rio de Janeiro decidiram entrar novamente em greve, nesta semana, caso as suas reivindicações não sejam atendidas pelo governo estadual. Eles pedem o pagamento do 13º salário dos servidores e do Regime Adicional de Serviço (RAS), que segundo a categoria está atrasado desde setembro do ano passado.

Os servidores também querem a convocação imediata dos concursados de 2003, já aprovados no teste físico, para o cumprimento das próximas etapas da seleção.

A decisão sobre a greve foi tomada em assembleia geral extraordinária da categoria, na noite desta segunda-feira, 23, em um clube de Bangu, zona oeste do Rio. A paralisação deve ser iniciada 72 horas após os órgãos públicos serem notificados.

Nesta terça-feira, 24, representantes dos agentes penitenciários participam de uma audiência de conciliação com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, e membros do governo estadual.

Os servidores argumentam que as reivindicações visam "minimizar os problemas advindos da superlotação carcerária e escassez de servidores".

"Ficou decidido que, se as requisições da categoria forem atendidas durante a audiência de conciliação, cessa o indicativo de greve", informou o presidente do sindicato dos agentes penitenciários, Gutembergue de Oliveira.

A categoria também comunicou que disponibilizará um ônibus para que os servidores penitenciários compareçam à audiência.

"A diretoria do SindSistema convoca toda a categoria para a realização de um grande ato político, para demonstração da unidade da categoria em torno de seus objetivos", argumentou o grupo.

Na semana passada, a categoria ficou em greve por três dias, até que uma decisão do Tribunal de Justiça mandou acabar com a paralisação. Os servidores cancelaram as visitas dos familiares dos presos, proibiram a entrada de advogados nos presídios do Estado e o banho de sol dos detentos.

Na decisão do TJ, o desembargador Luiz Fernando Ribeiro disse que a greve deveria ser contida "principalmente diante do cenário carcerário brasileiro atual, no qual massacres geraram morte de mais de uma centena de pessoas nos Estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte". 

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