Wilton Júnior/Estadão
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Alemão ferido em explosão diz a médicos que foi torturado por assaltante

Criminoso teria ameaçado explodir apartamento, afirmou Markos Bernard Maria Müller aos profissionais que o socorreram

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2015 | 23h08

RIO - O alemão Markos Bernard Maria Müller, de 51 anos, afirmou aos médicos que o socorreram ter sido torturado por um assaltante, que teria ameaçado explodir o apartamento. Ele morava sozinho no prédio em São Conrado (zona sul do Rio) onde, na manhã de segunda-feira, 18, uma explosão destruiu lajes e causou a interdição total da área. Internado inicialmente no Hospital Miguel Couto, na Gávea (zona sul), o alemão continua em estado grave, agora no Hospital Pedro II, em Santa Cruz (zona oeste). 

“Ele chegou dizendo que um homem teria entrado no apartamento querendo um relógio Rolex dourado e dinheiro. E ficou durante a noite o torturando com uma faca, provocando lesões pelos braços e no corpo; depois disso tudo, ameaçou que iria explodir tudo”, disse à TV Globo o diretor do Hospital Miguel Couto, Luiz Alexandre Essinger.

Segundo Essinger, o alemão contou ainda que o assaltante “teria dado uma bebida avermelhada para ele, antes de dizer que ia explodir tudo”. Para os médicos, tanto a história pode ser verdadeira como indicar surto psicótico do alemão. Dois porteiros prestaram depoimento anteontem à Polícia Civil e afirmaram que na noite de domingo ele chegou sozinho em casa e não recebeu visitas. 

Outro aspecto ainda não esclarecido é o aumento repentino do consumo de gás no apartamento. Nos sete dias anteriores à explosão, chegou a 30 m³, enquanto a média nos meses anteriores não passava de 6 m³. 

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