WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Amigo de médico esfaqueado critica redução da maioridade

'Não é a penalização que vai acabar com isso. É educação, trabalho, oportunidade', disse; adolescente foi apreendido nesta quinta

O Estado de S. Paulo

21 Maio 2015 | 15h33

RIO - O corpo do cardiologista Jaime Gold, de 56 anos, que morreu após ser esfaqueado em um assalto na ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, foi sepultado no fim da manhã desta quinta-feira, 21, no Cemitério Comunal Israelita do Caju, na zona norte do Rio.

O advogado Fernando Freire, de 59 anos, que era amigo e paciente do cardiologista foi um dos poucos que falaram com a imprensa. Informado sobre a apreensão nesta manhã de um suspeito do crime, de 16 anos, Freire criticou a proposta de redução da maioridade penal, como havia feito na véspera a ex-mulher de Gold, Marcia Amil.

“Não é por aí. Acho que a coisa vem da base. Nosso Estado e nosso País precisam reformular várias coisas. Não é a penalização (do menor) que vai acabar com isso. É educação, trabalho, oportunidade, zelos por essas famílias que não têm condição social de melhorar”, disse o advogado.

Restrita a parentes e amigos, a cerimônia reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a administração. Os dois filhos do médico, Clara e Daniel Amil Gold, a namorada, Adriana Nobre, a ex-mulher, Marcia Amil, e os pais dele deixaram o local sem falar com jornalistas.

Um aposentado ciclista, morador de São Gonçalo, na região metropolitana, foi até o local de bicicleta para homenagear o médico assassinado. 

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