Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Análise: Objetivo é melhorar tecnologia da frota naval brasileira

O novo líder da armada do Brasil, o gigante PHM A-140 Atlântico, chega com festa e uma primeira missão bem definida: impedir que a frota de combate perca de vista as tecnologias navais mais recentes.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2018 | 16h26

O novo líder da armada do Brasil, o gigante PHM A-140 Atlântico, chega com festa e uma primeira missão bem definida: impedir que a frota de combate perca de vista as tecnologias navais mais recentes.

Sem receber investimentos até 2007, a Marinha ganhou qualidade com a contratação de toda uma força de submarinos avançados, o estaleiro onde estão sendo construídos as primeiras quatro unidades, uma nova base de operações e um programa para renovação dos modelos de superfície. Deu certo pela metade.

A crise econômica adiou os prazos dos submersíveis do Pro Sub e cancelou as pretensões do Pro Super, que contemplava 11 navios, cinco dos quais seriam fragatas de alta sofisticação – um negócio de US$ 6 bilhões, ao preço de 2010. Apenas agora, oito anos depois, um novo plano de reequipamento, bem mais modesto, está sendo executado. O primeiro pacote prevê a compra de quatro corvetas de 2.700 toneladas, talvez pouco mais. As embarcações da classe Tamandaré serão fortemente armadas e terão de ser construídas no País, em associação de fabricantes estrangeiros e nacionais – o investimento passa de US$ 1,8 bilhão.

O A-140 é o antigo HMS Ocean, capitânia do Reino Unido até a entrada em operação do porta-aviões Queen Elizabeth, comissionado em agosto de 2017. Recebido em 1998, com longa experiência em combate, passou por um intenso programa de modernização entre 2012 e 2014. Saiu tinindo da doca de recuperação.

Há pouco mais de dois meses, na revisão de recebimento pela Marinha do Brasil, na base britânica de Davenport, o navio exigiu poucos reparos; ganhou pintura, insígnias e identificação. Por outro lado, perdeu alguns recursos, o mais significativo deles, os três canhões Phalanx CIWS de defesa antimíssil.

Na conta da vantagem, manteve o radar digital tridimensional Artisan, capaz de detectar até 900 alvos ao mesmo tempo – pequenos como bolas de tênis, no raio de 200 km, voando a 3,7 mil km/hora. O fornecedor, a BaE Systems, diz que o sistema “tem capacidades ainda mais amplas de detecção e de interferência nos sensores de um eventual inimigo, que não podem ser reveladas”.

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