Apesar de alerta, quatro PMs são baleados no Rio

Alerta do Disque-Denúncia foi divulgado às 19 horas, mais de três horas antes dos ataques criminosos

Sergio Torres, O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2014 | 21h31

RIO - Embora alertada pelo Disque-Denúncia, a Polícia Militar não conseguiu impedir que criminosos atacassem a tropa de uma das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão, zona norte do Rio, que patrulhava a área na noite desta segunda-feira, 8. Quatro PMs foram baleados, três deles depois de o aviso ter sido passado à PM e ao comando das UPPs.

O alerta do Disque-Denúncia foi divulgado às 19 horas, mais de três horas antes dos ataques criminosos. Foram baleados os soldados Max da Silva, Deivid Ximenez Rodrigues e Daniel de Oliveira Baltar. Atingido no peito, Rodrigues está internado no Hospital Central da PM. Seu estado é considerado grave.

Os ataques têm sido constantes. Dados oficiais da Secretaria de Segurança indicam que, neste ano, 107 policiais foram mortos no Estado do Rio - 89 em horário de folga e 18 em serviço.

O informe passado ao Disque-Denúncia por telefonema anônimo acusava a quadrilha de traficantes da Favela Nova Brasília, uma das que compõem o Complexo do Alemão, de estar se preparando para atirar contra os PMs da UPP.

Uma hora antes já ocorrera um confronto em Divineia. De acordo com a PM, criminosos atiraram nos policiais que tinham prendido o suspeito Jaílson Pereira da Silva, acusado de portar drogas e uma bomba de fabricação caseira. Houve reação dos patrulheiros. Na troca de tiros, o sargento Hércules Barcelos ficou ferido. Ele teve as pernas perfuradas por estilhaços de granada.

O outro confronto, que deixou três PMs feridos, foi por volta das 22 horas, no Largo da Vivi. A ambulância que levava Rodrigues para o hospital bateu em um Renault a 2 quilômetros do Alemão e capotou. O enfermeiro e o médico que atendiam a vítima sofreram ferimentos leves, assim como os três ocupantes do carro.

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