Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Após 122 mortes em Petrópolis, governo do Rio promete realocar pessoas longe das áreas de risco

Cláudio Castro faz promessa durante visita à cidade na região serrana que foi castigada pelas chuvas

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2022 | 19h05
Atualizado 18 de fevereiro de 2022 | 11h18

O governador Cláudio Castro (PL), do Rio, esteve nesta quarta-feira, 16, em diversas áreas de Petrópolis que foram atingidas por fortes chuvas. Ele prometeu investimento para tentar tirar moradores de áreas de risco e levá-los para lugares mais seguros, garantindo que as verbas serão do caixa estadual, mesmo que não venha ajuda federal.

"O Governo do Estado vai entrar com o que for necessário. Não será por falta de recursos que deixaremos de fazer as obras necessárias. A prioridade total é para pessoas que estejam em áreas de risco. É duro, mas vamos retirar as pessoas desses locais. Teremos uma postura corajosa para fazer o que for necessário, doa a quem doer", disse.

Castro disse que até o final da manhã desta quinta-feira, 17, a Defesa Civil havia contabilizado 105 mortes. "Foi a pior chuva na região desde 1932. Temos 372 pessoas desabrigadas nas 89 áreas atingidas, com 26 deslizamentos. Mais de 180 moradores estão sendo acolhidos nas escolas e com acesso a psicólogo. Muitas pessoas foram resgatadas com vida, o que nos deixa feliz por termos chegado a tempo", explicou, citando 24 pessoas resgatadas. Na manhã desta sexta-feira, 18, o número de óbitos subiu para 122 após atualização do Corpo de Bombeiros do Estado

O governador aproveitou para elogiar o trabalho dos agentes estaduais e bombeiros. "Não podemos deixar de agradecer a esse espírito solidário que presenciamos aqui. Algumas prefeituras mandaram seus agentes e outras pessoas vieram voluntariamente", disse.

Ele afirmou que houve um grande investimento na região Serrana do Rio, na área de contenção de encostas, nos últimos anos, mas que ainda não é o suficiente. "O que a gente tem de entender é que existe uma dívida histórica e também o caráter excepcional dessa chuva, a maior desde 1932. Existe o déficit e que sirva de lição para a gente agir de forma diferente."

Castro também prometeu mais obras, para minimizar o impacto, e disse que o sistema de vigilância ajudou a alertar os moradores da região, caso contrário a tragédia teria sido ainda pior na opinião dele. "A questão das sirenes funcionou muito bem. A Defesa Civil conseguiu salvar muitas vidas com a manutenção dessas sirenes", comentou.

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