Após desentendimentos, secretário de Educação do Rio decide permanecer na pasta

Após uma série de desentendimentos públicos com o secretário da Casa Civil da prefeitura, Paulo Messina, Benjamin voltou atrás.

Renata Batista, O Estado de S.Paulo

19 Maio 2018 | 19h24

RIO - O secretário municipal de Educação do Rio, César Benjamin, voltou atrás e decidiu permanecer à frente da pasta.  Ele havia anunciado a saída na manhã da sexta-feira, 18, nas redes sociais, após uma série de desentendimentos públicos com o secretário da Casa Civil da prefeitura, Paulo Messina. Ao longo do dia, porém, após reuniões com o prefeito e diversas manifestações de desagravo nas redes, decidiu ficar. 

Em nota publicada no Facebook na manhã deste sábado, 19, Benjamin criticou Messina, a quem acusou de divulgar notas apócrifas na imprensa contra sua gestão. Em algumas, o titular da pasta da Educação era acusado de não colaborar com os esforços para redução de gastos da prefeitura e ainda aumentar despesas por meio de contratações emergenciais. 

Em sua página no Facebook, Benjamin reconheceu a disputa por recursos, mas ressaltou tratarem-se de verbas não orçamentárias. A Secretaria de Educação quer garantir R$ 200 milhões do empréstimo contraído pela prefeitura junto à Caixa Econômica Federal. O objetivo é que o dinheiro seja usado no plano de recuperação da infraestrutura das escolas. 

Em relação à contratação de serviços emergenciais, o secretário de Educação acusou a Subsecretaria de Serviços Compartilhados, vinculada à Casa Civil, de não realizar as licitações necessárias para o funcionamento da rede municipal de ensino. Isso obrigaria a secretaria a fazer as contratações diretamente. No texto, o secretário reproduz trecho de um ofício encaminhado à Casa Civil em Abril: “Aproxima-se o final de diversos contratos, especialmente de fornecimento de mão de obra terceirizada. Reforço aqui as solicitações feitas pela Subsecretaria de Gestão da SME, para que a SubSC realize as licitações em tempo hábil, na forma da lei, para que a SME não fique em posição de fragilidade diante do TCM”, registrou na época. 

 

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