Sérgio Moraes/ Reuters
Sérgio Moraes/ Reuters

Após dois anos, novo trecho da ciclovia Tim Maia volta a desabar

Em 2016, queda da estrutura ocorreu três meses após inauguração, no dia 21 de abril de 2016, deixando dois mortos; obra é legado das Olimpíadas

O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2018 | 08h47

Um novo trecho da ciclovia Tim Maia, entre São Conrado e Barra da Tijuca, afundou perto da saída do Túnel do Joá em consequência das  fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro entre a noite desta quarta-feira, 14, e madrugada desta quinta, 15. O temporal deixou dois mortos após uma casa desabar na Rua Olina, em Quintino, na Zona Norte.

É a segunda vez que a estrutura sofre com esse tipo de problema. No dia 21 de abril de 2016, duas pessoas morreram na via que liga os bairros do Leblon e São Conrado. A ciclovia havia sido inaugurada pela prefeitura do Rio apenas três meses antes.

Outras falhas haviam sido detectadas anteriormente na ciclovia. Passados seis dias da inauguração, em 17 de janeiro, foram detectadas falhas no guarda-corpo de estrutura metálica da via. Também houve queixas de assaltos.

Especialistas consideram que houve uma falha na construção, um dos legados da Olimpíada de 2016, mas caberia à perícia avaliar se o problema aconteceu no estudo da área, no projeto ou na execução. A obra foi realizada pelo Consórcio Contemat-Concrejato. 

Relembre o caso:

O engenheiro Eduardo Marinho de Albuquerque, de 54 anos, e Ronaldo Severino da Silva, de 60, aproveitavam o feriado de sol, às 11 horas, quando foram tragados pelas ondas do mar de São Conrado, que estava de ressaca. A busca por uma possível terceira vítima prossegue nesta sexta. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a ruína.

Veja imagens da tragédia de 2016: 

No dia 21 de abrill de 2016, as ondas chegavam a 4 metros de altura e batiam no costão da Avenida Niemeyer. Uma corrente de água, vinda de baixo para cima, levantou o leito da passarela e derrubou um trecho de 50 metros, por onde passavam ciclistas e pedestres.

Na ocasião, o Estado informou que a dona de casa Karina Vianna, de 38 anos, pedalava sua bicicleta quando parou por causa das ondas. Logo, viu uma onda mais forte arrancar a pista construída sobre pré-moldado, cerca de 20 metros à frente, onde estavam dois homens. "Parei para me segurar e, quando eu olhei, não tinha mais (o trecho)", relatou, emocionada. "Tremeu, tremeu muito." 

O secretário executivo de Coordenação da prefeitura, Pedro Paulo Teixeira, chegou a culpar inicialmente a ressaca, mas, confrontado com o fato de que a área costuma apresentar o fenômeno, preferiu "evitar especulações". 

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