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Após morte de Fat Family, comércio fecha as portas na zona sul do Rio

Criminosos teriam abordado comerciantes da Rua da Glória e da Rua Pedro Américo, obrigando-os a fechar

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2016 | 15h37

RIO - Após a morte do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, de 28 anos, parte do comércio dos bairros do Catete e Glória, na zona sul, foi fechada. O criminoso, morto na manhã desta segunda-feira, 26, pela polícia, era chefe do tráfico no Morro Santo Amaro, que fica entre os bairros. Criminosos teriam abordado comerciantes da Rua da Glória e da Rua Pedro Américo, obrigando-os a fechar as portas, mostrando armas.

Estabelecimentos como padarias e bares da região obedeceram à determinação. Procurado há três meses pela polícia do Rio, depois de ter sido resgatado por comparsas de um hospital municipal, Fat Family foi morto durante uma operação de policiais civis no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. 

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) o localizaram na localidade de Itaoca, no Complexo de favelas do Salgueiro. Outros dois homens foram mortos em um tiroteio com os agentes, segundo informou a Polícia Civil.

Fat Family foi resgatado por um grupo de 25 bandidos armados de fuzis, pistolas e granadas do Hospital municipal Souza Aguiar, no centro, a maior emergência do Estado do Rio. Na ação criminosa, um homem morreu e dois ficaram feridos. Eles agiram na madrugada de 19 de junho. 

A investida gerou uma crise na Secretaria de Segurança do Estado, que descobrira informações sobre o plano dos bandidos, por meio de um grampo telefônico, mas não reforçou o esquema de vigilância, de modo a impedir o resgate.

 

Baleado no rosto, Fat Family estava sob custódia havia seis dias. As algemas que prendiam suas mãos foram cortadas com um alicate. A ação teria sido orquestrada pelo irmão dele, o traficante Marco Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, de dentro da cadeia - líder da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele está preso desde 2007.

O hospital fica a 500 metros da sede da Secretaria de Segurança. A prisão de Fat Family foi considerada prioritária desde então. A polícia fez diversas operações de busca em diferentes pontos do Grande Rio nos últimos três meses.

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