Fábio Motta|Estadão
Fábio Motta|Estadão

Freixo terá apoio da polícia legislativa após descoberta de plano para assassiná-lo

Um policial militar e dois comerciantes, ligados a milicianos da zona oeste da capital fluminense, foram apontados em um relatório confidencial como envolvidos no planejamento do crime

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2018 | 15h39

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que contará com o apoio da polícia legislativa em Brasília para garantir sua segurança. Freixo foi eleito deputado federal e começa a cumprir seu mandato em fevereiro. A polícia interceptou nesta quinta-feira, 13, um plano para assassinar freixo neste sábado, 15, em um evento político em Campo Grande, na zona oeste. Ele segue com uma escolta de três homens que o acompanha ha dez anos.

O deputado deu uma coletiva nesta sexta, quando se completam 9 meses do assassinato da vereadora Marielle Franco e voltou a cobrar uma solução para o crime. Segundo ele, tanto o assassinato de Marielle quanto as ameaças de morte que recebeu são ameaças a democracia.  Ele lembrou os 10 anos da CPI das milícias (completados este mês) e cobrou empenho dos políticos para combater o poder das milícias.

Plano de morte

Polícia Civil afirma ter descoberto um plano para matar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) no sábado, 15, segundo informou em seu site o jornal O Globo. Um policial militar e dois comerciantes, ligados a milicianos da zona oeste da capital fluminense, foram apontados em um relatório confidencial como envolvidos no planejamento do crime. O bando seria investigado pela Divisão de Homicídios como autor do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes.

Freixo seria assassinado em um compromisso público em Campo Grande. Trata-se de um encontro com ativistas e professores da rede particular de ensino, em dependências do Sindicato dos Professores. De acordo com O Globo, o relatório apontou que os três suspeitos são investigados por ligações com milicianos há cerca de cinco anos e são ligados à exploração de caça níqueis e jogo do bicho. Um dos investigados foi cabo eleitoral e assessor de um político suspeito de ser miliciano. O documento foi difundido ontem e chegou à Assembleia Legislativa.

“No mês em que a CPI das Milícias completa 10 anos, voltei a ser ameaçado. A CPI foi um marco no combate ao crime: mais de 200 indiciados e principais chefes presos. Apresentamos 48 medidas para enfrentar a máfia, mas nada foi feito”, afirmou Freixo no Twitter.  Ele cancelou a reunião de amanhã com os professores. O parlamentar , eleito deputado federal, solicitou que sua segurança continue a ser feita pelos profissionais que o protegem atualmente. O deputado anda sob escolta desde que comandou a CPI na Assembleia Legislativa.

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