Polícia Civil/AFP
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Após saída de delegado do caso Marielle, Daniel Rosa assume investigação

Governo do Rio disse que Giniton Lages 'estava muito cansado' e 'vai fazer um curso na Itália' sobre o crime organizado

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 11h08
Atualizado 20 de março de 2019 | 18h15

RIO - A segunda fase da apuração do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes será comandada por um novo delegado, Daniel Rosa, que assume a Delegacia de Homicídios da capital no lugar de Giniton Lages. O objetivo agora é apontar as razões para a execução da vereadora do PSOL e os possíveis mandantes do crime.

Segundo o governo do estado, Giniton Lages “estava muito cansado” e "vai fazer um curso na Itália" sobre o crime organizado. Na semana passada, com as prisões do PM reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Queiróz, acusados de fazer os disparos que mataram Marielle e Anderson e de dirigir o carro do assassino, a primeira etapa da investigação foi dada por encerrada.

Daniel Rosa era o titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e já tinha trabalhado na DH da capital, como assistente dos delegados Rivaldo Barbosa e Fábio Cardoso. De acordo com colegas, Rosa é um bom profissional, especializado em homicídios.

Rosa entrou para a Polícia Civil em 2009 como oficial de cartório, passando por algumas unidades como a 42.ª DP e as Delegacias Especial de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá e Duque de Caxias. Em 2012 passou no concurso de delegado para a Polícia Civil de Minas Gerais, onde ficou até 2013.

Neste mesmo ano foi aprovado no concurso de delegado para a Polícia Civil do Rio de Janeiro ingressando como delegado adjunto (plantonista) na Delegacia de Homicídios da Capital, onde ficou até 2018,  quando foi escolhido para assumir a titularidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Rosa foi responsável pela investigação que levou a desarticulação de uma quadrilha que praticava sequestros a partir de golpes na internet. Ele também atuou no caso que levou a prisão de um lutador e um estudante de medicina responsáveis pela morte de uma moradora de rua em Copacabana. Em dezembro do ano passado, Rosa recebeu uma Moção de Louvor na Câmara dos Vereadores do Rio em reconhecimento a “seu papel fundamental na elucidação do crime e prisão dos assassinos” da moradora de rua Fernanda Rodrigues dos Santos.

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