Artistas se mobilizam em campanha contra morte de gatos no Maracanã

Entidades protetoras estimam que existam 100 gatos na região; nos últimos seis dias, 3 foram encontrados mortos

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2017 | 19h16

RIO - A constatação de que gatos que vivem no estádio do Maracanã, na zona norte do Rio, estão sendo mortos e até torturados mobilizou artistas em uma campanha pelas redes sociais para denunciar e tentar conter esses ataques.

Artistas como Malu Mader, Evandro Mesquita, Patrícia Travassos, Fabiana Karla, Heloísa Périssé, Maria Clara Gueiros, Paula Bulamarqui e Betty Gofman postaram fotos em redes sociais segurando cartazes com a frase “Tem um monstro matando de forma cruel os gatos do Maracanã”.

Dentro do complexo esportivo do Maracanã existe uma antiga colônia de gatos que, segundo estimam entidades protetoras dos animais, reúne cerca de cem animais. Em sete dias, de 26 de agosto a 1º de setembro, três gatos foram encontrados mortos, relatam as entidades, e nenhum deles teria morrido por causa natural - todos foram alvo de envenenamento ou outro tipo de morte provocada.

Uma gata foi encontrada morta sem os olhos, sem a língua e sem os órgãos do corpo. “Na sexta-feira, 25, conseguimos ter acesso a um dos corpos e levamos pra fazer necropsia. Tudo indica que a morte dessa gatinha foi um ritual. Arrancaram os olhos, arrancaram a língua, arrancaram todos os órgãos da bichinha. Na hora da necropsia a perita abriu e viu que não tinha nenhum órgão dentro da bichinha. Nesta quarta-feira, 30, tinha mais um gato morto. Segundo a testemunha, ele estava todo quebrado. Estava com as patas traseiras quebradas e tinha muito sangue. De um dos gatos arrancaram a pele e a carne”, afirma texto postado no Facebook pelo Centro de Reabilitação Pata Amiga. A entidade lançou uma campanha na tentativa de identificar o autor - ou autores - das mortes, usando a hashtag “sosgatosmaracana”. A iniciativa repercutiu e vários artistas aderiam.

Os crimes foram denunciados à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, mas até esta sexta-feira, 1º, nenhum suspeito havia sido identificado.

 

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