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Assaltantes levam carro e bicicleta de deficiente físico no Rio

Armados com pistolas, os ladrões pegaram o carro adaptado do analista de sistemas Eduardo Camara, de 39 anos

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

18 Maio 2015 | 20h53

RIO - Deficiente físico desde que levou um tiro durante um assalto no Guarujá (SP), às vésperas do Réveillon de 1999, o analista de sistemas Eduardo Camara, de 39 anos, que mora em Copacabana, na zona sul do Rio, foi assaltado no domingo, 17, no estacionamento de uma lanchonete carioca. Armados com pistolas, os ladrões levaram seu carro, um Golf adaptado, com a cadeira de rodas e uma bicicleta especial que estavam dentro. Camara foi arrastado para fora do carro e deixado no chão.

Ele pratica ciclismo como hobby, com uma handbike (bicicleta com pedais acionados pela mão), e tinha ido até Japeri, cidade na região metropolitana do Rio, participar de uma etapa da Copa Rio de Janeiro de Ciclismo. Camara obteve o terceiro lugar na categoria Paradesportivo Handbike. 

O evento começou às 9h30 de domingo e, por ter aguardado a premiação, saiu de Japeri depois das 15 horas. Ele conta que ainda não tinha almoçado e, por isso, decidiu parar em uma lanchonete na Avenida Brasil, perto do cruzamento com a Linha Amarela. Camara pediu o lanche e estava comendo dentro do carro, sozinho, quando um Hyundai HB 20 parou ao lado.

“Um rapaz desceu armado e anunciou o assalto. Ele viu que sou cadeirante e avisou os outros. O grupo me arrastou para fora do carro e um deles saiu com o veículo, com tudo o que estava dentro. Os outros dois fugiram no próprio HB 20”, contou analista de sistemas.

Segundo ele, a ação durou menos de um minuto. “Nem tentei negociar (para que deixassem a cadeira e a bicicleta). Um cliente da lanchonete viu e me ajudou.”

Ao ser jogado no chão, Camara sofreu arranhões nos tornozelos. Ele registrou o caso na 21.ª Delegacia de Polícia e divulgou seu relato pelas redes sociais, mas até a noite desta segunda, 18,  não havia tido notícias da cadeira e da bicicleta, fabricadas sob medida. “Estou usando uma cadeira emprestada, mas com ela tenho só 10% da independência que tinha com a minha”, lamentou o analista, que mora sozinho.

História. Esse foi o segundo assalto sofrido por Camara. No primeiro, na madrugada de 29 de dezembro de 1998, estava com dois amigos quando foi abordado por três assaltantes no Guarujá. Ele tentaram fugir, e Camara foi baleado na medula.

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