Ataque a PMs em cabine pode ter sido represália à operação

Desde a noite de quarta-feira, policiais fazem uma operação no Morro do Andaraí, onde PMs foram mortos

Felipe Werneck, Estadão

08 de novembro de 2007 | 12h32

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Ubiratan Ângelo, admitiu que a ação de supostos traficantes que deixou dois PMs mortos na manhã desta quinta-feira, 8, em uma base militar próxima do Morro do Andaraí pode ter sido em represália à uma operação policial que é realizada no morro, desde a noite de quarta-feira.   Segundo o comandante, a hipótese será investigada. Ângelo confirmou que a operação da noite de quarta foi planejada para apreender armas e prender criminosos. Uma pessoa foi presa e outra morreu em confronto, no fim da madrugada. Os dois policiais foram assassinados no início da manhã, a tiros em frente a uma cabine policial, num dos acessos à favela.   Foram recolhidas 16 cápsulas no local onde morreram os dois policiais. O cabo Leonardo Peterson de Freitas morreu na hora, em frente à cabine. O sargento Marco Aurélio Alves chegou a ser socorrido, mas já chegou morto ao Hospital do Andaraí. A PM continua ocupando a favela com equipes do Batalhão de Choque (BpChoque).   Uma jovem, que seria mulher do chefe do tráfico no Andaraí, conhecido como Gilson, teria sido detida ainda de manhã. Blindada, a cabine da PM foi instalada num dos acessos do morro há cerca de 5 anos. Segundo relatos, os policiais haviam acabado de chegar para o trabalho, na troca de plantão, e estavam varrendo o entorno do posto quando foram atacados pelos marginais, divididos em dois grupos que vieram de duas direções diferentes, um pela ladeira e outro por uma escada.   Na porta da cabine, ficou uma poça de sangue."Os policiais foram covardemente assassinados. Criminosos teimam em acabar com o direito à vida. Convido as pessoas que criticam a polícia e têm amor pela vida a ir ao enterro", disse Ubiratan. "Não vou chorar meus mortos. Vou encontrar os algozes. Não houve confronto. Isso é uma caçada aos meus policiais." As armas dos policiais não foram roubadas.

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