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Ataques a ônibus no Rio crescem 132% em relação ao ano passado

Com ocorrências desta quarta e quinta, já são 58 coletivos incendiados em 2017, contra 25 no mesmo período de 2016

Lucas Gayoso, Especial para o Estado

08 de junho de 2017 | 13h49

RIO - Dois ataques a ônibus na zona norte do Rio de Janeiro entre quarta-feira, 7, e esta quinta-feira, 8, elevaram para 58 a quantidade de coletivos incendiados criminosamente no Estado, somente em 2017. De acordo com dados da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), o número representa um aumento de 132% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 25 veículos foram queimados.

Na manhã desta quinta-feira, um ônibus articulado do BRT, da Auto Viação Tijuca, que operava no corredor Transcarioca, foi incendiado durante um protesto na Avenida Edgard Romero, em Vaz Lobo. Já no fim da noite desta quarta-feira, um ônibus da Viação Vila Real foi queimado na Rua Luís Cavalcanti Coutinho, em Guadalupe. 

Com os dois casos, são 101 veículos incendiados desde janeiro de 2016. O prejuízo do setor ultrapassa os R$ 45 milhões.

Em nota, a Fetranspor afirma que esses recursos poderiam ser investidos em melhorias no sistema de transporte.

"Como não há seguro para esse tipo e sinistro, as empresas absorvem todo o custo de reposição; e os passageiros são os principais prejudicados com a redução da oferta de transporte", informou o texto. "Diante dos graves efeitos do desequilíbrio econômico-financeiro das empresas do Rio com a não concessão do reajuste da tarifa, somada à crise financeira que reduz o número de passageiros e à recente escalada de ataques criminosos aos ônibus no Estado do Rio, não há viabilidade para a reposição dos veículos destruídos."

A federação informou ainda que um ônibus novo com ar-condicionado tem custo aproximado de R$ 450 mil.

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