Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Ativistas protestam contra corte que ameaça jongo da Serrinha

Ato na Cinelândia acusa prefeitura do Rio de ter retirado verba para atingir manifestações da cultura de matriz africana

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2018 | 21h47

RIO - Um protesto contra o corte de recursos da prefeitura do Rio para sustentar a Casa do Jongo da Serrinha reuniu dezenas de pessoas no fim da tarde desta terça-feira, 9,  na Cinelândia, no centro carioca. Os ativistas acusam a prefeitura de ter cortado verbas para atingir manifestações da cultura de matriz africana. A administração repudiou as acusações e apontou a crise econômica como causadora da redução de dinheiro.

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A falta de verbas atingiu, entre outras iniciativas, a Casa do Jongo, no Morro da Serrinha, na zona norte, fechada desde o início de 2018. Parte da ONG Jongo da Serrinha, a instituição atende cerca de 400 crianças da comunidade nas mais diversas atividades extracurriculares. O jongo - dança de origem africana - é considerado patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) desde 2005.

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“Houve uma decisão política de não apoiar o Jongo da Serrinha”, diz Dionne Boy, coordenadora executiva da ONG. Até 2016, a ONG se mantinha com parcerias e, sobretudo, com os fomentos provenientes dos editais lançados pela prefeitura. Quando assumiu o governo, em 2017, o prefeito Marcelo Crivella suspendeu o pagamento de recursos já editados e reduziu a verba para novos editais.

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A secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, diz que há má-fé nas acusações e afirma que o maior problema é a crise financeira. “Não ajuda em nada (o debate) afirmar que a prefeitura é contra a matriz africana. Estão criando factoides.”

 

 

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