FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Ativistas protestam no Rio pelo cultivo caseiro da maconha

'Pessoas aguardam encarceradas semanas ou meses até terem a chance de provar que eram reles cultivadores de flores', diz panfleto 

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 18h15

RIO - Ativistas fizeram um protesto em frente à estação ferroviária Central do Brasil, no centro do Rio, na tarde desta segunda-feira, 9, para denunciar casos de pessoas detidas por plantar maconha em casa, para consumo próprio. Segundo os ativistas, essas pessoas são usuárias e não poderiam ser presas.

"O ano de 2015 começou com um perverso endurecimento da repressão ao cultivo caseiro de maconha. Só no Rio de Janeiro foram pelo menos quatro casos de cultivadores que foram parar na delegacia por um 'crime' sem vítimas. Se a lei atual fosse respeitada, nenhum usuário seria preso por plantar maconha. Mas o sistema judiciário brasileiro é lento e cruel. Assim, pessoas aguardam encarceradas semanas ou meses até terem a chance de provar que eram reles cultivadores de flores. Por isso, a luta pela legalização da maconha torna-se uma pauta cada vez mais urgente na agenda política", afirma texto em panfleto distribuído durante o ato.


"Uma planta só não é suficiente para consumo próprio. Ter várias em casa é absolutamente normal. Para ser traficante precisa de dezenas, 30, 40 plantas. Isso é diferente", diz o advogado Ricardo Nemer, de 40 anos, que atende pessoas que fazem uso medicinal da maconha. "É uma questão de redução de danos: muito melhor a pessoa plantar a maconha em casa do que alimentar o tráfico", diz. 

A Marcha da Maconha do Rio, pela legalização do consumo da droga, será realizada em 9 de maio, em Ipanema (zona sul).

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