FABIO MOTTA / ESTADÃO
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Ato de mulheres no Rio lembra Marielle e tem críticas a Bolsonaro

Protesto no Dia Internacional da Mulher reúne pessoas na Igreja da Candelária. Ministra Damares Alves também foi alvo de críticas

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2019 | 18h41

RIO - Uma multidão se reuniu ao redor da igreja da Candelária, no centro do Rio, às 18h desta sexta-feira, 8, para um ato em razão do Dia Internacional da Mulher. Os manifestantes - a maioria, mulheres - cobram o esclarecimento do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), cuja morte vai completar um ano daqui a dez dias, sem que tenha sido solucionado.

O grupo também protesta contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e contra a reforma da Previdência proposta por ele. Muitas faixas e cartazes pedem a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também há críticas a Damares Alves, pastora evangélica e ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

O ato foi organizado por diversas entidades da sociedade civil e divulgado por meio das redes sociais. Em um carro de som, lideranças dessas entidades discursam - o esclarecimento do assassinato de Marielle é a cobrança mais constante. Às 18h30 os manifestantes programavam caminhada pela Avenida Rio Branco, rumo à Cinelândia.

Marielle

O assassinato da vereadora voltou a ganhar destaque durante o carnaval, em função da homenagem que a escola de samba Estação Primeira de Mangueira prestou a Marielle. A agremiação ganhou o título do desfile carioca após emocionar o público no sambódromo apresentando um enredo sobre heróis populares não exaltados pelos registros oficiais. Marielle foi homenageada tanto na comissão de frente como na última ala. A viúva da vereadora, Mônica Benício, também desfilou.

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