Ato pela libertação de manifestantes reúne 400 pessoas no Rio

Grupo comemorou a decisão da Justiça de conceder habeas corpus a 13 detidos no último sábado

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 19h56

Atualizada às 21h21

RIO - Aos gritos de "presos políticos, liberdade já, lutar não é crime, vocês vão nos pagar", pelo menos 400 pessoas comemoraram a decisão judicial favorável à libertação de 13 dos 19 ativistas detidos no Rio. Os manifestantes saíram em passeata do Tribunal de Justiça até a Cinelândia, no centro da capital fluminense. 

O grupo se reuniu na escadaria da Câmara Municipal, em um clima de euforia que lembrou atos de maior proporção realizados no ano passado.

Durante a caminhada, policiais formaram um cordão entre os manifestantes, dividindo o grupo ao meio. No momento em que os PMs se posicionaram, ativistas gritaram: "Iu, iu, iu, a PM aderiu!" À frente do grupo, ativistas carregavam uma grande faixa pedindo "liberdade para os presos políticos".

Os ativistas gritavam palavras de ordem como "Estado fascista", "polícia terrorista", "não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar". De um carro de som, um manifestante anunciava os nomes de ativistas presos no último sábado. Ao fim de cada nome, ele próprio gritava "resiste".

Apesar do cordão formado durante a passeata, a Polícia Militar ficou afastada dos manifestantes quando o grupo chegou à Cinelândia. Foi formado um cerco na praça. PMs do Choque se posicionavam em uma segunda linha perto do Teatro Municipal. Até as 19h30 a reportagem não havia presenciado nenhum tumulto. 

A estimativa de público foi divulgada pelo coronel Segala, do 5º Batalhão, que comandava o policiamento durante o ato. 

Um dos participantes era o advogado do Sindicato dos Jornalistas Lucas Sada, que representa a jornalista Joseane Araújo de Freitas, da Empresa Brasil de Comunicação, que foi presa no sábado. Joseane foi beneficiada pelo habeas corpus nesta terça-feira. 

"Foi uma prisão absolutamente arbitrária, sem a devida fundamentação, que pareceu ter o intuito de retirar pessoas das ruas no dia da final da Copa do Mundo, impedindo o direito de manifestação, em um ato para criminalizar os movimentos sociais", declarou o advogado. 

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