Ator e dançarino de 33 anos é morto; amigos suspeitam de crime homofóbico

O corpo de Adriano da Silva Pereira, conhecido como Adriano Cor, foi encontrado em um valão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; ele havia desaparecido após se despedir de amigos

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2015 | 18h16

RIO - A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte do ator, dançarino e produtor cultural Adriano da Silva Pereira, conhecido como Adriano Cor, de 33 anos, encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira, 7. Amigos suspeitam que ele tenha sido vítima de homofobia.

Pereira saiu de casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na noite de domingo, 5, para encontrar amigos em um posto de combustíveis em Nova Iguaçu. Após o encontro, despediu-se e desapareceu. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado com marcas de facada e espancamento, em um valão no bairro Três Marias, a cerca de 30 quilômetros do posto de onde havia saído.

Nas redes sociais, amigos discorrem sobre a possibilidade de Pereira ter sido vítima de homofobia. "Que essa homofobia declarada e que mata não faça mais vítimas", escreveu no Facebook uma amiga de Adriano, Priscila Carneiro. Por enquanto, a polícia não descarta nenhuma hipótese para o crime. 

O artista foi enterrado nesta quarta, 8, no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita (Baixada Fluminense).

História. Adriano dançava no grupo Tambores de Olokun, formado em 2012 por alunos do percussionista Alexandre Garnizé para divulgar o maracatu de Recife. Durante o último carnaval, o grupo, que também divulga o candomblé, apresentou-se no domingo, 15 de fevereiro, em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na Rua Uruguaiana, no centro do Rio.

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