Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Atual campeã, Mocidade expõe cultura indiana à brasileira na Sapucaí

Influência da Índia nos costumes brasileiros e o misticismo do País asiático foram explorados no último desfile do dia

Fábio Grellet, Rio de Janeiro

12 Fevereiro 2018 | 07h52

Atual campeã do carnaval, após dividir o título de 2017 com a Portela, a Mocidade Independente de Padre Miguel foi a sétima e última escola a desfilar na primeira noite de exibições das agremiações de elite no sambódromo do Rio de Janeiro. A escola discorreu sobre a Índia e destacou elementos típicos daquele país que chegaram ao Brasil e se tornaram famosas aqui, como frutas e animais. O desfile criado pelo carnavalesco Alexandre Louzada foi didático, mas menos luxuoso e criativo do que Vila Isabel e Mangueira, outras agremiações que desfilaram nesta primeira noite de exibições.

A Mocidade começou fazendo referência aos deuses e à religiosidade do povo da Índia. Depois tratou da primeira referência ao Brasil, logo no descobrimento: segundo a história oficial, as caravelas portuguesas procuravam um caminho para as Índias quando chegaram à nova terra – daí os habitantes terem sido chamados de índios.

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Em seguida foram narradas lendas brasileiras, e depois começou uma sequência de frutos trazidos da Índia para o Brasil: banana, coco, manga, jaca e tamarindo, além de pimenta e outros temperos. As alas seguintes trataram do boi – a raça zebu, espécie mais difundida no Brasil, também veio da Índia. Nas últimas alas e no derradeiro carro alegórico, a religiosidade voltou à cena.  A escola pode voltar no desfile das campeãs, mas dificilmente conquistará o bicampeonato.

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