Reclame Paraty Reclame/Divulgação
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Audiências com famílias de mortos em acidente em Paraty começam

Pela primeira vez, os defensores públicos do Núcleo de Defesa do Consumidor do Rio presidirão o procedimento extrajudicial em SP

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 03h00

RIO - Começam nesta terça-feira, 6, as audiências de conciliação para o cálculo individual das indenizações por danos morais e materiais devidas pela Viação Colitur aos feridos e aos familiares dos 15 mortos no acidente com o ônibus da empresa, ocorrido no dia 6 de setembro em Paraty, na Costa Verde fluminense.

Pela primeira vez, os defensores públicos que integram o Núcleo de Defesa do Consumidor do Rio (Nudecon-RJ) presidirão o procedimento extrajudicial em outro Estado. De terça até sexta-feira, a coordenadora do Nudecon, defensora pública Patricia Cardoso, e o subcoordenador do órgão, defensor público Eduardo Chow, estarão em São Paulo para atender ao menos 50 pessoas, em parceria com os defensores públicos do Nudecon do Estado de São Paulo.

“Quando fizemos a identificação das vítimas, percebemos que cerca de 50 casos eram de São Paulo, muitos deles de cidades do interior. Como as famílias estão traumatizadas e não querem vir ao Rio e tampouco a Paraty, decidimos ir até elas”, diz Patricia Cardoso.

Segundo a defensora pública, a Colitur custeará o transporte de ida e volta das pessoas dos municípios onde moram até a cidade de São Paulo para as audiências de conciliação. 

As reuniões que começam nesta terça são uma tentativa de evitar ações judiciais e agilizar a compensação dos danos sofridos no acidente. Isso foi combinado no Termo de Ajustamento de Conduta assinado em 16 de setembro entre a Defensoria Pública do Rio e a Viação Colitur. O termo estabelece ainda que a empresa vai prestar assistência médica, fisioterápica e psicológica às vítimas que precisarem, e ainda fará obras de melhoria no trecho da via em que ocorreu o acidente, como forma de compensar o dano moral coletivo.

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