Baianas abrem carnaval do Rio abençoando a avenida

Para fazer a lavagem simbólica da pista, as baianas levam flores coloridas e conduzem as bandeiras das escolas

Agência Brasil,

09 de janeiro de 2011 | 21h22

Os tamborins e as cuícas prometem ecoar forte hoje (9) no Rio de Janeiro. Começam esta noite, na Passarela do Samba, os ensaios técnicos para o carnaval 2011.

 

Desde as 19 horas, membros das alas das baianas das escolas de samba do grupo especial São Clemente e Salgueiro e também da Unidos da Rocinha, que é do grupo de acesso, fazem a abertura da temporada de ensaios técnicos no Sambódromo, para "abençoar" a avenida.

 

As baianas levam flores coloridas e conduzem as bandeiras das escolas, para fazer a lavagem simbólica da pista. É nos ensaios técnicos que se coloca à prova a harmonia existente entre os integrantes das escolas com o samba enredo e a coreografia, entre outros quesitos considerados fundamentais para o êxito na Marquês de Sapucaí, durante os desfiles no carnaval.

 

Segundo informação da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), haverá este ano maior participação dos órgãos públicos, o que implicará em aumento da segurança e de conforto para o público.

 

Neste domingo, 9,  à tarde, cerca de 40 blocos fizeram, no entorno da Praça 15, a abertura extra oficial do carnaval de rua do Rio de Janeiro, liderados pela Associação Folia Carioca. O presidente da agremiação, Ricardo Rabelo, disse à Agência Brasil que, até o carnaval, ele espera ver cumprida a promessa dos governos municipal e estadual de flexibilizar as exigências da Polícia Militar para a realização dos desfiles de blocos de rua.

 

"Nós defendemos que os blocos sejam excluídos da Resolução 13 [que rege os eventos de rua no Rio de Janeiro] e seja criada outra específica para blocos. Enquanto isso não vem, a prefeitura garante que vai se entender com a PM para flexibilizar", disse Rabelo.

 

A Resolução 13 prevê, na realização de eventos externos, a instalação de torres de observação e unidades de Tratamento Intensivo (UTI) móveis, o que Rabelo considera viável somente no caso de megaeventos e não de desfiles de blocos carnavalescos. 

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