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Aluna é atingida por bala perdida dentro de escola em Duque de Caxias

Jovem de 15 anos que estuda no Colégio Pedro II foi baleada quando projétil atravessou janela da classe

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2016 | 19h24

RIO - Uma estudante de 15 anos foi atingida na cabeça por uma bala perdida, dentro de uma sala de aula do Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por volta das 14h desta sexta-feira, 2. Ela sobreviveu, já foi submetida a cirurgia para retirada do projétil e, segundo o hospital onde está internada, não corre risco de morte.

Rafaelle Saraiva Peçanha cursa o 1ª ano do Ensino Médio nesse colégio, situado nas imediações do complexo de favelas da Mangueirinha. Sua turma estava sem aulas, no pátio da escola, e ela foi à sala para buscar seu telefone celular guardado na mochila. Ao entrar, foi atingida pelo projétil, que entrou pela janela.

Segundo nota divulgada pelo colégio, a aluna ficou ferida em uma sobrancelha, foi socorrida pelo departamento médico da escola e conduzida em uma ambulância até o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna (distrito de Duque de Caxias). Ali foi submetida a cirurgia para retirada do projétil e, na noite desta sexta, estava em estado "estável", informou a escola.

Ainda não se sabe de onde partiu o tiro, mas a suspeita é que tenha sido do conjunto de favelas vizinho. A Mangueirinha dispõe de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que informou ter havido nesta sexta-feira uma troca de tiros entre policiais e criminosos na localidade conhecida como Lixeira. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Em nota assinada pelo diretor-geral Artur Nogueira Gomes, o Colégio Pedro II afirma que "estamos sujeitos a eventos do tipo todos os dias e em todos os lugares, por conta da crescente violência em nosso Estado" e que o colégio "está inserido em uma das regiões de menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) da Baixada Fluminense e se orgulha disso". 

O texto continua: "Acreditamos que somente com educação de qualidade esse quadro de desenvolvimento humano, de violência e insegurança será revertido. Não nos abalaremos com o ocorrido e continuaremos aqui, colaborando com o desenvolvimento da região, da Baixada Fluminense, do nosso Estado e do nosso País".

 

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