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Baleada, filha de bicheiro havia relatado perseguição

Em áudio revelado hoje, Shanna Garcia Lopes, filha do contraventor Maninho, contou a um grupo de mães que homens encapuzados e armados emparelharam com seu carro

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2019 | 22h24

RIO - Alvo de atiradores nesta terça-feira, 8, no Rio, Shanna Harrouche Garcia Lopes pode ter sido seguida ainda em setembro. No dia 25 daquele mês, ao sair de uma escola, ela percebeu que era observada por homens - ao menos um deles encapuzado - dentro de um carro branco. Shanna fez o alerta em um grupo de mães de alunos, mas não chegou a registrar o caso na polícia.

“Meninas, eu estava saindo da escola agora, e vi que alguém buzinou e saiu também. Vi que eles aceleraram para me passar, e o cara que estava no banco da frente, eles estavam de vidro aberto, estava totalmente encapuzado e armado. Pisei no freio e fechei o vidro rápido. Aí eles aceleraram e passaram. É um carro branco”, afirmou Shanna na mensagem de áudio, divulgada pela TV Globo nesta terça-feira.

Filha do contraventor Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, assassinado em 2004, e envolvida em um amaranhado de disputas que envolvem jogo do bicho e máquinas caça-níqueis, Shanna foi baleada quando saía de seu carro, no estacionamento de um shopping no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste carioca, às 10h20 desta terça. Os atiradores estavam em um carro branco que havia seguido Shanna. A ação durou apenas dois minutos, e eles conseguiram fugir.

Atingida no antebraço e no tórax, ela foi socorrida ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste, onde recebeu o primeiro atendimento. Depois foi transferida para o Hospital da Unimed, na Barra. Depois que foi submetida a cirurgia, a vítima tinha um quadro de saúde estável na noite desta terça.

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