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Bandidos roubam itens de cinema no Rio avaliados em R$ 24 mi

Utilizados para converter salas de cinema analógicas em digitais, os kits continham projetores importados de última geração

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2015 | 12h04


RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio investiga um roubo inusitado: na tarde do último domingo, 1, mais de 14 toneladas de equipamentos utilizados para modernizar salas de cinema sumiram do armazém de uma transportadora em Vigário Geral, na Zona Norte da cidade. O material, importado, era avaliado em US$ 9 milhões (o equivalente a R$ 24 milhões) e pertencia ao Grupo Quanta, prestador de serviços na área de entretenimento. Para que o transporte dessa mercadoria, seriam necessárias cinco ou seis carretas de onze metros, afirma um dos diretores do grupo, Luiz Fernando Morau. 

Além disso, explica Fernando, trata-se de um material de difícil comercialização. Utilizados para converter salas de cinema analógicas em digitais, os kits continham projetores de última geração, vindos da Europa, do Canadá e dos Estados Unidos. Para que funcionassem, o exibidor precisaria de um código gerado por satélite ou pela web, com a autorização de um estúdio de cinema. 

"Esse equipamento em si não tem muita utilidade se não for em um processo oficial. Foi desenvolvido para evitar pirataria", conta Luiz Fernando. "A mão de obra para instalar isso é muito específica". Agora, ele estima que salas de cinema no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio, para onde os equipamentos seriam encaminhados, esperem mais 60 dias. 

Segundo Hugo Gurgel, o diretor geral da Quanta Post, um dos braços da empresa, os cinemas que receberiam as peças já foram informados sobre o que ocorreu. "Tudo tinha seguro, só que reimportar tudo isso vai levar tempo e vai atrasar um pouco o processo de digitalização", afirma. 

O material havia sido comprado direto de fornecedores estrangeiros. Depois de passar na alfândega, foi levado para o armazém para que os kits de cada sala de cinema fossem separados. No local, trabalhavam funcionários do armazém e da empresa Quanta. Gurgel contou ainda que o local contava com câmeras de segurança, que foram roubadas. 

De acordo com o titular da Delegacia de Irajá, Paulo Henrique da Silva Pinto, o caso foi registrado como furto na manhã desta segunda-feira (2). O delegado informou ainda que o proprietário do material e testemunhas foram ouvidas, e que já solicitou imagens de câmeras de segurança próximas ao local do furto. A polícia civil informou ainda que a investigação será encaminhada para a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas.

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